Home Ambiente João Ferreira recorda que o encerramento da refinaria de Leça não reduz impacto ambiental e aumenta importações da Galiza

João Ferreira recorda que o encerramento da refinaria de Leça não reduz impacto ambiental e aumenta importações da Galiza

por Joffre Justino

E de novo João Ferreira lamenta ver que os afetos de Marcelo Rebelo de Sousa “nunca” tenham caído para o lado dos trabalhadores.

Em Leça do Balio,o candidato João Ferreira voltou a ouvir trabalhadores agora da Petrogal, na refinaria de Matosinhos em fase de encerramento e lembrou que esta tomada de decisão não acontece para reduzir o impacto ambiental e na verdade que o país vai passar a importar estes produtos e a transportá-los a partir da Galiza.

E claro que João Ferreira não compreende que não haja uma palavra do Presidente da República sobre o assunto tão candente  dizendo que os afetos de Marcelo Rebelo de Sousa “nunca penderam para o lado dos trabalhadores”.

“Não se percebe que não haja uma palavra do Presidente da República”, disse João Ferreira aos trabalhadores da Petrogal que a 21 de dezembro souberam pela comunicação Social que a refinaria de Leça ia fechar.

“Ouvimos o senhor ministro do Ambiente dizer que vai ter um impacto positivo em relação às emissões, mas isso é um profundo erro”, refere Rui Pereira, que deu voz ao descontentamento dos trabalhadores. Acrescenta o membro da comissão de trabalhadores que a refinaria de Matosinhos “durante o ano todo contribui apenas com 1,7% das emissões de CO2″. Rui Ferreira falou também de um estudo “que a Petrogal se recusou a levar para a frente e que reduziria as emissões em 80%”.

Os trabalhadores  levantam o tema da perda de soberania energética do país e João Ferreira concorda, assumindo que esta decisão é “motivada apenas por critérios do aumento da rentabilidade dos acionistas”.

De acordo com o candidato, ao contrário do que tem sido anunciado, este encerramento não faz parte do processo de descarbonização do país, porque Portugal vai continuar a consumir os produtos refinados e, pelo contrário, vai passar a importá-los. 

Trata-se, por isso de “uma ameaça à soberania do país na produção destes produtos, e não estamos a falar unicamente de combustíveis, mas de outros que são matéria-prima para outras empresas da região”.

Para a região Norte, os combustíveis, e outros produtos, vão passar a vir a Galiza ou de Sines, porque as necessidades mantêm-se.

O futuro dos trabalhadores é incerto e de Marcelo Rebelo de Sousa não chegou ainda a “devida palavra”, o que, para João Ferreira, “não se compreende”, na verdade,  “os seus afetos nunca penderam para o lado dos trabalhadores”.

João Ferreira esteve ainda com trabalhadores da EFACEC, que se queixam de momentos de indefinição e medo, bem como pagamentos em atraso estando o caso da Galp nas mãos dos deputados da comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação que aprovaram na quarta-feira a audição do ministro da Economia e da ministra do Trabalho no parlamento sobre o encerramento da refinaria da Galp.

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