Home Política UE – Vamos com “cautelas e caldos de galinha”, e no vício PPE das ”reformas” nunca explicitadas mas impostas, mal podem as Direitas!

UE – Vamos com “cautelas e caldos de galinha”, e no vício PPE das ”reformas” nunca explicitadas mas impostas, mal podem as Direitas!

por Joffre Justino

O vice-presidente da Comissão Europeia Valdis Dombrovskis do partido Unidade da familia europeia do PPE, centro direita, disse numa  entrevista à Lusa, que o esboço do plano de recuperação e resiliência português precisa de reforço na “área das reformas”, só podia claro, conceito sempre indefinido para tudo satisfazer aos desse centro direita, salvaguardando porém que ainda não está fechado.

“Informalmente posso dizer que sim, vemos [no plano] muitos dos elementos importantes que precisam de lá estar, em termos de prioridades e das transformações verdes e digitais. Como em muitos esboços de Estados-membros, é preciso algum reforço no lado das reformas e em assegurar exatamente a ligação com o Semestre Europeu”, disse Valdis Dombrovskis à Lusa servindo na verdade os interesses do PPE onde estão o PSD e o CDS!

O responsável do colégio de comissários com a pasta ‘Uma Economia ao serviço das pessoas’ disse que as equipas técnicas europeias e portuguesas “estão a trabalhar muito intensamente nisto” e que, “em geral, o plano está a ir na direção certa”.

Valdis Dombrovskis afirmou ainda que não poderia avançar mais, dado que os planos ainda não foram oficialmente submetidos e se trata “de um processo a decorrer”, mas lá veio a treta das “reformas” nunca explicitadas!

O responsável letão disse ainda “alguns Estados-membros estão dispostos a avançar muito rapidamente e estão a preparar intensamente os seus planos e a partilhá-los com a Comissão e engajados, e Portugal é um dos países que está muito ativo nisso”.

Relativamente à velocidade da submissão dos esboços e dos planos entre os diferentes Estados-membros da UE, o também comissário com a pasta do Comércio referiu que “quanto mais rápido houver um plano, mais rapidamente é aprovado e mais rapidamente se pode começar a implementá-lo e a receber o dinheiro”.

“Quanto mais tempo levarem as preparações do plano, mais demorada é a receção do dinheiro. Pelo lado positivo, os países que são mais lentos podem aprender com a experiência e com as trocas de ideias dos Estados-membros que foram os primeiros e isso pode ajudar a um processo mais suave”, comentou.

Valdis Dombrovskis considerou ainda “realista” o objetivo de ter o dinheiro distribuído pelos Estados-membros durante o primeiro semestre do ano, durante a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia.

Depois de 2020 ter sido um ano de tomada de medidas, “este ano é acerca da entrega, de assegurar que o dinheiro começa realmente a chegar à economia”, estimando a aprovação dos primeiros planos na primavera, isto é a UE funciona na verdade ao ritmo da “veloz” tartaruga…

Quanto à ratificação pelos 27 parlamentos nacionais da decisão que permitirá à Comissão Europeia ir arrecadar fundos aos mercados financeiros para assegurar sua distribuição pelos diferentes Estados-membros da UE, Valdis Dombrovskis disse que a mensagem que está a ser passada vai no sentido “de que é preciso que o façam o mais depressa possível”.

“Estivemos a discutir hoje com o ministro das Finanças na preparação do Ecofin [ministros das Finanças da União Europeia] que terá lugar na próxima terça-feira, e essa será exatamente uma das mensagens que tanto a presidência portuguesa como a Comissão Europeia irão passar”, asseverou.

Recorde-se que o primeiro-ministro, António Costa, entregou no dia 15 de outubro, em Bruxelas, o primeiro esboço do Plano de Recuperação e Resiliência à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen e que em julho passado, o Conselho Europeu aprovou um Fundo de Recuperação de 750 mil milhões para fazer face à crise gerada pela covid-19.

Na quarta-feira, o Governo português aprovou, em Conselho de Ministros, a resolução relativa aos recursos próprios da União Europeia e requereu à Assembleia da República a ratificação do diploma com caráter de urgência.

Este passo legislativo dado pelo executivo, que visa permitir à Comissão Europeia proceder à emissão de dívida no âmbito do fundo de recuperação e resiliência, foi divulgado pelo próprio primeiro-ministro, António Costa, através de uma mensagem publicada na sua conta pessoal na rede social Twitter.

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António Costa

@antoniocostapm

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15 de jan

Time to deliver. On the agenda, the priorities of the #EU2021PT, with emphasis on the vaccination process, the Recovery Plans and the Porto Social Summit. 

@EU_Commission

 and Portugal together for an economic and social recovery based on the twin green and digital transitions.

A este ritmo “à tartaruga” ainda vai morrer muitas, demasiadas, pessoas na UE e em Portugal! 

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