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Ana Gomes, o PS e o PCP face ao confinamento

por Joffre Justino

Ana Gomes defendeu que MRSousa e o Parlamento ponderem uma alteração da data das presidenciais pois ficou “preocupada” após a reunião no Infarmed 

Por tal Ana Gomes publicou na rede social Twitter, um vídeo mostrando-se “preocupada” com o que ouviu, esta manhã, na reunião sobre a Covid-19 que decorreu no Infarmed e declara que não se oporá a um adiamento das eleições.

Ana Gomes releva a existência de “consequências políticas para a campanha e para as eleições presidenciais em curso” e defende que o Presidente da República e Assembleia da República devem, “democraticamente, retirar consequências políticas” da situação, “Imagino que devam ponderar a possibilidade de adiamento do ato eleitoral”, assume  a candidata, que acrescente “Eu não o desejo, mas desde já declaro que não me oporei.”

Assim a segurança coletiva “de todos e todas que querem votar” e a segurança e valorização do ato eleitoral são as justificações de Ana Gomes para a tomada de posição.

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Já o PCP preocupou-se em assumir que vai voltar a votar contra a renovação do estado de emergência para dar resposta à pandemia de Covid-19 e defendeu mais medidas de emergência, e não apenas “medidas restritivas”, segundo Jerónimo de Sousa.

Em declarações aos jornalistas, no final de uma reunião para analisar a evolução da situação epidemiológica em Portugal, no Infarmed, em Lisboa, o secretário-geral dos comunistas, Jerónimo de Sousa, afirmou que a situação não se resolve “com o confinamento absoluto” e mais o Governo deve evitar adotar “exclusivamente” medidas restritivas.

O PCP mantém o voto contra e comunicou tal ao Governo e informará o PR quando hoje for ouvido sobre esse tema, por telefone, por Marcelo Rebelo de Sousa, 

Entretanto o PS apoia o confinamento admitindo ainda atrasos na distribuição de computadores nas escolas

Não há dúvidas da necessidade de se adotarem medidas mais restritivas de confinamento“, dada a subida dos números de infetados e mortos com o covid-19 em Portugal nas últimas semanas.

Segundo José Luís Carneiro não há consenso entre os especialistas quanto à necessidade de interromper as aulas presenciais nas escolas e defendeu que todos os fatores “têm que ser muito ponderados para garantir o equilíbrio para uma boa decisão” da parte do Governo.

Quanto ao atraso na distribuição de computadores e material informático para ajudar nas aulas à distância, o dirigente do PS disse que já foram distribuídos 100 mil equipamentos pelas escolas e explicou o atraso com “o mercado”, que “não tem conseguido dar resposta suficiente à procura“.

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