Home Estados Unidos da América Os trumpistas estão/são a rede social Parler… e esta em 24h entalou-se!

Os trumpistas estão/são a rede social Parler… e esta em 24h entalou-se!

por Joffre Justino

A rede social que muitos apoiantes de Donald Trump divulgaram no Twitter depois desta ter suspenso o referido governante norte-americano naquela plataforma, está a sofrer consequências significativas por se ter assumido como uma plataforma alternativa às redes sociais convencionais boa para extrema direita.

Os milhões de evangélicos e militantes de Trump aderiram em força à Parler gerando um crescimento meteórico nos Estados Unidos, e sairam do Facebook e do Twitter, à medida que estas redes foram apertando as restrições à desinformação e incitação de violência.

Ora sexta-feira, o Twitter decidiu pela suspensão definitiva da conta de Donald Trump, depois de uma “revisão minuciosa” das duas últimas mensagens do presidente cessante, nas quais defendia os apoiantes e anunciava que não assistiria à cerimónia de tomada de posse do presidente eleito, o democrata Joe Biden, em 20 de janeiro e no sábado de manhã, o Parler era a aplicação grátis mais descarregada na loja virtual da Apple, nos Estados Unidos. 

Mas sábado à noite, já estava em muito maus lençóis pois a Apple e a Google removeram a app das suas lojas virtuais, justificando que a plataforma não escrutinava de forma satisfatória as publicações dos seus utilizadores, permitindo a incitação de violência e crime, mesmo depois de ter sido avisada pela Apple que precisava de fazer esse controlo. 

No sábado à noite tambem, a Amazon avisou a Parler que iria removê-la dos seus servidores por violações consecutivas das regras de utilização da multinacional e segundo o New York Times, a Amazon enviou à Parler 98 exemplos de publicações no seu site que incitam à violência e que a maior parte continuam ativos.

Se a Amazon cumprir a ameaça, toda a plataforma da Parler ficaria offline até encontrar um novo servidor.

Recorde-se que as plataformas digitais, como o Facebook e o Twitter, podem ser obrigadas a partilhar dados com autoridades reguladoras da União Europeia (UE) perante “preocupações concretas” sobre desinformação, para evitar motins como os ocorridos esta semana nos Estados Unidos.

A nova Lei dos Serviços Digitais, apresentada em meados de dezembro passado pela Comissão Europeia ao Conselho e ao Parlamento Europeu, define “responsabilidades mais claras para as plataformas ‘online'” e “regras para assegurar uma maior responsabilização sobre o modo como as plataformas moderam os conteúdos”, nomeadamente as chamadas ‘fake news’. 

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