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As vacinas e os prazos para a segunda dose

por LUSA Estrategizando

A Organização Mundial da Saúde , OMS, defendeu esta terça-feira que a inoculação da segunda dose da vacina da Pfizer-BioNTech seja “atrasada algumas semanas” em situações excecionais, para permitir que mais pessoas possam ter acesso à primeira dose conforme saído da  reunião de hoje do Grupo Consultivo Estratégico de Peritos em Imunização, SAGE.

Este grupo que reúne 26 especialistas de várias áreas e diversos países e que, nos últimos meses, tem analisado a informação sobre as vacinas contra a covid-19 em conferência de imprensa, o responsável do SAGE, o mexicano Alejandro Cravioto, afirmou que os especialistas recomendaram que, em circunstâncias excecionais de fornecimento, a segunda dose da vacina da Pfizer-BioNTech seja administrada “entre 21 e 28 dias”.

Esta ideia de atrasar a segunda dose “em algumas semanas” permitiria “maximizar o número de pessoas que podem beneficiar da primeira dose” desta vacina, referiu Alejandro Cravioto.

Entretanto hoje a Agência Europeia de Medicamentos desaconselhou adiar a segunda dose da vacina Pfizer-BioNTech além dos 42 dias, sabendo-se que na Alemanha e na Bélgica se admite administrar a primeira dose a mais pessoas e adiar a segunda além dos 21 dias prescritos.

Aquele organismo, que trata da avaliação técnica das vacinas na União Europeia (UE), destaca que “os vacinados podem não estar totalmente protegidos até sete dias após a segunda dose”, como indicou a Pfizer após os ensaios clínicos, disse à agência espanhola EFE a porta-voz da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), Sophie Labbe.

Já a EMA não proíbe estender a administração da segunda dose da vacina da Pfizer contra a covid-19 até aos 42 dias e a 31 dezembro, a OMS concedeu a sua primeira aprovação de emergência desde o início da pandemia de Covid-19 à vacina Pfizer-BioNTech, tornando mais fácil, aos países que o desejarem, usar a vacina rapidamente.

Este procedimento, que a OMS pode usar em caso de emergência de saúde, permite que países que não têm meios para determinar rapidamente e por conta própria a eficácia e segurança de um medicamento, possam ter acesso rápido à terapia.

Na reunião de hoje, os especialistas da OMS reconheceram ainda a importância da vacinação de grávidas contra a covid-19, tendo em conta que uma larga percentagem de profissionais de saúde são mulheres, adiantou o responsável do SAGE.

“Ainda assim, à luz da informação limitada existente, o SAGE não está em condições de recomendar a vacinação durante a gravidez, até que dados mais seguros estejam disponíveis”, referiu Alejandro Cravioto.

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