Home Política Portugal na presidência da União Europeia, a assegurar que o plano de recuperação e resiliência e o Quadro Financeiro para sete anos arrancam sem sobressaltos.

Portugal na presidência da União Europeia, a assegurar que o plano de recuperação e resiliência e o Quadro Financeiro para sete anos arrancam sem sobressaltos.

por Joffre Justino

Mas Antonio Costa quer colocar os assuntos sociais na linha frente, na agenda da União Europeia. 

Em maio, a 8 e a 9, haverá uma cimeira de lideres de dois dias, na cidade do Porto, para debaterem “a dimensão social na retoma e no desenvolvimento da economia europeia, a transição digital e climática”.

Portugal quer aprovar nessa cimeira um plano de ação para “impulsionar a implementação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais”, lançado em Gotemburgo, em 2017.

Na política externa, António Costa pretende que a presidência portuguesa contribua para o reforço da “autonomia estratégica de uma União Europeia aberta ao mundo” com a realização de uma cimeira com a Índia e pretende ainda “dar um novo ímpeto às relações transatlânticas”, com a possibilidade da realização de uma Cimeira com o novo presidente Americano, que está a poucos dias de assumir o cargo e suceder a Donald Trump.

Numa altura em que o desfecho de Brexit era uma incógnita, Portugal escolheu como prioridade o “relacionamento estratégico e uma parceria ambiciosa com o Reino Unido”. 

Foi isso que o primeiro-ministro português confirmou quando “saudou vivamente” o desfecho das negociações sobre a ralação futura entre Londres e Bruxelas.

Mas na verdade o programa está condicionado pelas contingências da pandemia e assim nesta presidência muito decorrerá em ambiente virtual, através de videoconferências com a pandemia a ser um tópico inevitavelmente central na agenda.

Para António Costa a disponibilidade de uma vacina, em “toda a Europa” é uma tarefa prioritária nos próximos seis meses. 

Esta é a primeira presidência portuguesa com o tratado de Lisboa em vigor que, na prática, condiciona muito do trabalho que pode ser realizado, já que criou a figura do presidente do Conselho Europeu, responsável pela coordenação dos trabalhos nas reuniões cimeiras e a figura do Alto Representante para a Política Externa também determina e condiciona a agenda externa.

Quando passou o testemunho a António Costa, a chefe do governo alemão, Angela Merkel reconheceu que “ficaram muitas questões em aberto para a presidência portuguesa” do Conselho da União Europeia. 

As responsabilidades do governo português, vão desde o combate às alterações climáticas, à recuperação da economia, com principal foco nas questões sociais.

“Como numa estafeta, cabe-nos agora a nós dar continuidade ao vosso trabalho com o lema da presidência portuguesa: é tempo de agir por uma recuperação justa verde e digital”, afirmou António Costa.

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