Home América Latina Odebrecht multada em 40,9 milhões de euros por envolvimento em corrupção na Colômbia, (só?)?

Odebrecht multada em 40,9 milhões de euros por envolvimento em corrupção na Colômbia, (só?)?

por Joffre Justino

Conhecemos a construtura brasileira Odebrecht desde 1991 quando confrontados com a paz em Angola e analisámos um negocio de construção de uma hidroelétrica que “virou” uma mina de diamantes…

Mais tarde em 2004 reunimo-nos com um responsável de marketing da Odedrecht para descobrir a política de responsabilidade social minimalista daquela organização em tempo de plena expansão das obras publicas e construção civil.

Curiosamente os meios de negócios dos anos 90 do século XX e alguns meios políticos apresentavam esta empresa familiar como uma empresa liderada por um comunista, do Partido Comunista Brasileiro ( pró soviético) não o Partido Comunista do Brasil ( maoista). 

No ataque que agora é alvo ( com e sem razão ao mesmo tempo)  recebeu uma multa de 50 milhões de dólares (40,9 milhões de euros) na nada democrática e muito menos não corrupta Colômbia, mas após ter confessado um envolvimento em esquemas de corrupção durante a execução da construção de uma estrada naquele país.

A Odebrecht, agora chamada Novonor, foi penalizada pela Superintendência da Indústria e Comércio (SIC), uma agência reguladora ligada ao Governo da Colômbia, por infringir a livre concorrência na adjudicação das obras do segundo troço da Rota do Sol, de 523 quilómetros, que liga a região central ao norte do território colombiano.

Esta mudança de nome faz parte de um esforço do grupo em mudar a sua imagem nacional e global para tentar libertar-se dos escândalos de corrupção descobertos a partir da Operação Lava-Jato no Brasil.

“Esta é uma decisão histórica para nós. Estamos apresentando a marca de uma empresa inteiramente transformada, e que passa a contar a sua história a partir de agora sempre olhando para o futuro”, afirmou, num comunicado, Maurício Odebrecht, filho mais novo de Emílio, que foi escolhido como sucessor do comando do conglomerado, após as brigas com Marcelo Odebrecht. 

Esta mudança aponta para um movimento inverso ao tradicional no grupo no passado, quando todos os negócios passaram a adotar o “Odebrecht” em sua marca. 

Mas desde a Lava-Jato, algumas empresas já vinham sendo rebatizadas com a construtora a chamar-se  “OEC” (de Odebrecht Engenharia e Construção) ou a Odebrecht Agroindustrial que se chama  Atvos sendo que a alteração do nome da holding é um passo marcante para a reestruturação. 

A “Novonor” nasceu com 25 mil empregados, com um sistema de conformidade certificado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, com dívidas bilionárias reestruturadas, mas ainda com muitos problemas.

Entretanto a Odebrecht e os seus associados colombianos, Corficolombiana e Episol, “desviaram verbas para execução de contratos” para pagar o equivalente a 6,5 milhões de dólares (5,3 milhões de euros) em suborno para um funcionário do Governo colombiano chamado Gabriel Garcia.

Esses factos inserem-se no “quadro de corrupção organizado pela Odebrecht em nível mundial há mais de uma década e que resultou no pagamento de centenas de milhões de dólares de subornos em diversos países”, ( qual década há mais de uma vintena de anos se olharmos para Angola, dizemos nós!l), acrescentou a institucional SIC ( nada tem claro com a empresa televisiva do n.o 1 do  PSD 

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