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A Luta da Mulher pelos seus Direitos na Argentina

por Joffre Justino

A senadora nacional pela província de Tucumán Beatriz Mirkin disse que “não há certeza” do que pode acontecer com a votação do projeto de Interrupção Voluntária da Gravidez no Senado. 

Na próxima terça-feira 29 chegarão ao Senado os projetos de Interrupção Voluntária da Gravidez e o “Plano Mil Dias” que já têm meia aprovação dos deputados já  que no caso da iniciativa que busca descriminalizar e legalizar o aborto até e inclusive a semana 14, há incertezas se ela alcançará os votos necessários para se tornar lei.

A senadora Beatriz Mirkin disse que “não há certeza do que vai acontecer” e que há rumores de um empurrão da oposição para que aqueles que eram a favor do IVE votem agora contra. 

A legisladora disse que ainda faltam vários dias e que de seu lado se está a trabalhar para torná-lo Lei porque o projeto “dá um enorme potencial para resolver os problemas de milhares de mulheres”.

Em diálogo com Florencia Rey, Andrea Cuellar Camarena e Nelly Minyersky, a senadora também falou sobre a situação em sua província, Tucumán, e disse que ali alguns políticos “têm se caracterizado por um conservadorismo terrível que fez com que a aplicação de leis de procriação responsável ” se torne urgente mesmo que dificil.

Mirkin explicou que em Tucumán se opõem a que as crianças estudem em condições de respeito e igualdade, e que essas questões “se tornaram carne na população e eles decretaram que a província é pró-vida como se alguém estivesse promovendo você”.

Nesse sentido, garantiu que “as mulheres decidem abortar e o fazem apesar de continuarem se autodenominando pró-vida”. 

Em seguida, afirmou, “não querem dar aulas nem participar em escolas” e disse também que nas escolas são formadas pessoas que “vão continuar a colocar as mulheres em situação de desigualdade”.

Por fim, Mirkin lamentou que em Tucumán exista “um grupo de pais de escola que se recusam a aprender a ser meninos e meninas com direitos e responsabilidades iguais, porque sem a participação das mulheres não há democracia”.

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