Home África Os países desembolsam 29% do PIB global em estímulos à economia

Os países desembolsam 29% do PIB global em estímulos à economia

Diz-nos o media brasileiro Poder360 e segundo dados do Bank of America e com base numa pesquisa feita com dados de 97 países mostram que a injeção de recursos chega a US$ 25 trilhões, sendo US$ 15,23 trilhões vindos da política fiscal e US$ 9,32 trilhões da política monetária.

Encabeçam a lista dos 10 maiores volumes de estímulos em proporção da economia Japão, Itália e Alemanha.

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O estímulo financeiro para reativar a economia, é o maior da história dos EUA. 

Vão ser gastos US$ 2,9 trilhões (14,5% do PIB) e releve-se que o plano Marshall, programa de ajuda económica do governo norte-americano aos países da Europa Ocidental depois da Segunda Guerra Mundial, só custou 5,2% do PIB.

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Neste contexto recordemos António Guterres que assumiu ser necessária uma resposta global, abrangente e multilateral a que seja dedicada 10% da riqueza global produzida no mundo, e, ainda, pediu “mecanismos inovadores” para solucionar a crise e declarou que a recuperação depois da covid-19 tem de constituir uma “nova economia, com sociedades mais fortes e resilientes”.

A principal preocupação para o secretário-geral da ONU, é  África e encorajou o grupo G20 a colocar em prática a Iniciativa para África e incentivou o Fundo Monetário Internacional (FMI) ou outras instituições financeiras a proceder à “injeção de recursos” nestas economias mais vulneráveis.

Para António Guterres  a “prioridade” nesta ação mundial é o alívio da dívida e pediu que se renuncie a taxas de juro para os créditos relativos a todo o ano de 2020.

O mundo terá de “enfrentar o pesadelo de a doença se espalhar como um incêndio de grandes proporções, com milhões de mortes”

O secretário-geral também sugeriu que a liquidez financeira seja conseguida com a cooperação entre bancos centrais e com as linhas “swap” de troca de moeda.

Sem uma resposta global, e com “responsabilidades partilhadas”, Guterres alertou que o mundo terá de “enfrentar o pesadelo de a doença se espalhar como um incêndio de grandes proporções, com milhões de mortes e a possibilidade de a doença poder reemergir nos locais onde foi suprimida”.

O líder da ONU explicou que a covid-19 é a pior crise desde que a organização foi fundada, em 1945, por representar uma “combinação de uma doença que ameaça todos no mundo com o impacto económico e que traz uma recessão sem paralelo no passado recente”.

“Somos tão fortes como o sistema de saúde mais fraco do nosso mundo interligado”

A organização internacional pede uma ação forte e em grande escala, “à medida da crise mundial”, coordenada e compreensiva.

Guterres sublinhou que se trata “não só de uma questão de aumentar liquidez no sistema financeiro, mas apoiar diretamente os que perderam empregos e salários, pequenas empresas que não podem operar e todos aqueles que são as fábricas das nossas sociedades”.

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