Home Angola Denuncias gravíssimas de Fraudes eleitorais em Angola com exemplo das eleições de 2008 e 2017

Denuncias gravíssimas de Fraudes eleitorais em Angola com exemplo das eleições de 2008 e 2017

por Joffre Justino

A documentação largamente contraditória da INDRA, a empresa espanhola contratada para a preparar a logística das eleições gerais em Angola, está a deixar o MPLA numa situação embaraçosa já que deixa boas provas de como foram alterados os resultados das eleições legislativas realizadas em 2008, com ajuda de 16 milhões de boletins de votos que circularam fora do circuito da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) conforme nos relata o angolano Club-k.net o que aliás já aconteceu em 1992 como por multiplas vezes a UNITA e outros partidos da oposição o afirmaram. 

As autoridades espanholas e parlamentares espanhóis investigam  os actos da INDRA em Angola, para verificar  se a mesma é utilizada pelo MPLA estando nos esquemas das fraudes eleitorais que ocorrem em Angola.

O debate que já corre nos meios políticos e de investigação em Espanha é apoiado em documentos que revelam dados declarados pela  INDRA, desde que foi contratada para trabalhar na logística eleitoral em Angola.

Na verdade os dados diferem dos dados da Valley Soft, empresa ligada à  clique presidencial santista angolana que contratou a firma espanhola.

Na verdade a 22 de Abril de 2008, a “Valley Soft” assume que adquiriu à  INDRA cerca de 10 milhões e 350 mil boletins de votos mas o website desta empresa espanhola (www.indracompany.com) segundo o Club-K revela que produziu e vendeu para Angola, naquele ano, 26 milhões de boletins de voto e não o número acima citado.

Assim as autoridades angolanas terão usado os outros cerca de 16 milhões boletins de voto para alterar os  resultados eleitorais em favor do MPLA, e agora os deputados espanhóis querem saber até que ponto a INDRA terá sido conivente com as autoridades angolanas nesta fraude!

Afirma o Club-K que a Espanha é a nação que mais assume a transparência eleitoral e um estudo desenvolvido por acadêmicos espanhóis da Universidade “Castilla La Mancha” revelou que é impossível realizar eleições presidências ou legislativas em que o vencedor alcance mais de 80% dos votos e o estudo  assume que eleições com percentagens elevadíssimas num dos candidatos acontecem   apenas em países de regimes ditatórias.

 Também um “Livro Branco” sobre as Eleições Legislativas de 2008, publicado pelo Instituto de Desenvolvimento e Democracia, e assim como o Relatório da Auditoria às Eleições Legislativas de 2008, concluiam que  “a CNE encomendou, comprou e pagou 10, 350, 000 boletins de voto”.  Porém, as investigações feitas revelaram que foram utilizados mais boletins do que aqueles comprados pela CNE e o relatório  publicado na altura dizia que “os boletins de voto foram manipulados antes da votação; houve boletins de voto não controlados pelo sistema da CNE que, apesar de contabilizados como “não utilizados” terão sido, de facto, utilizados; assim como poderá ter havido boletins que foram utilizados, mas não foram contados”, lê- se no relatório.

As analises indicam que o web site da INDRA e a factura n.º 23/08 da Valeysoft vêm responder a todas as dúvidas que o Relatório de Auditoria às Eleições de 2008 suscitou e que o Club-K acompanhou.

O Relatório que o media angolano  cita refere que “o centro de escrutínio nacional terá recebido actas relativas a 50.195 mesas, enquanto que a votação ocorreu em apenas 37.995 mesas, pelo que o escrutínio foi efectuado com base em actas de mesas de voto fantasmas produzidas por agentes secretos e sem fiscalização, numa operação que terá sido controlada pelos serviços da Casa Militar da Presidência da República” e onde houve excessos de boletins entregues, houve também uma percentagem elevada de votos nas urnas (votantes) e em todos esses casos, a maioria do  partido no poder foi igual ou superior a 90%, excepto nas províncias da Lunda Sul, Huambo e Cabinda.

Aliás a Indra como se vê abaixo já era acusada de cumplicidade ativa na fraude eleitoral em Angola em 2017…

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