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A TAP, Pedro Nuno Santos e a crise Covid-19

por Joffre Justino

Sabemos hoje que o parlamento tem o poder de a qualquer momento travar as transferências. Como fez com o Novo Banco terá o poder de travar transferências a qualquer momento para a TAP” ( in, conferencia de imprensa Pedro Nuno Santos)

Antonio Costa ou errou ao querer manter o caso TAP/UE nas mãos do governo, ou preferiu arriscar uma crise no próximo período presidencial a partir de uma rotura parlamentar à volta do caso TAP/UE isto de um já famoso plano de recuperação desta empresa bandeira de Portugal!

Na verdade no Turismo a imagem a Boa Imagem de um país de uma região de uma localidade de um edifício, espaço urbano, rural, natural ou construído é central para a conquista de mercado e nada como reforçar por todos os meios essa imagem e para tal uma bandeira voadora a aterrar no maior numero de aeroportos é essencial!

Daí a importância da TAP!

Empresa brinquedo de luxo no fascismo chegou ao 25 de abril totalmente fora do contexto perdido um império que ainda por cima nos seus últimos 13 anos tinha tido que voar em “caminhos aéreos” limitados dadas as péssimas relações do Estado português com o Resto do Mundo por causa da teimosia em manter-se uma ditadura fascista e ainda por cima colonial!

E chegou ao 25 de abril para perder mercado com as Independências das ex-colónias tendo sido salva logo então pelo Estado em reconstrução para uma Democracia 

Entretanto a TAP negativa nos resultados por regra nunca teve resultados tão negativos como agora com a pandemia Covid-19 apresentando prejuizos fe 582 milhões de euros, no primeiro semestre do ano e como todas as outras adotou uma estratégia de combate à crise cortando custos, como as despesas com salários, combustível, manutenção e travando nos investimentos. 

A TAP com o resultado negativo transportou menos 4,9 milhões de passageiros, ou -62% do que no período homólogo, o que significou uma quebra de 730 milhões em receitas com passagens. 

Houve também uma diminuição nos gastos operacionais de 460 milhões de euros, o que representa um corte de 30% na despesa. 

Em lay-off desde o início de abril a situação, permite à empresa reduzir custos com salários e impostos, em  simultâneo, a TAP renegociou o plano de renovação da frota que estava definido para os próximos anos por causa da quebra de atividade e foram adiadas aquisições de 15 novos aviões empurrada para 2027 com um pagamento de mil milhões de dólares

Hoje os países ainda desaconselham viagens e obrigam nalguns casos, a um período de quarentena para quem viaje, pondo fim às viagens turísticas o que mantêm  as perspetivas para o setor nada positivas.

A propria organização internacional de aviação Eurocontrol procedeu a uma revisão em baixa das projeções para o tráfego aéreo em 2021, estimando que o número de voos na Europa se situe, em fevereiro de 2021, em níveis 55% abaixo dos registados em 2019 e a Associação Internacional de Transportes Aéreos, IATA, em inglês, espera que este seja o pior ano de sempre para a aviação mundial com perdas de 84,3 mil milhões de dólares só em 2020.

“As receitas deverão cair ainda mais do que a procura com as companhias aéreas a descontarem significativamente os preços dos bilhetes para estimular o turismo. A profunda queda nas receitas está a levar a elevadas perdas monetárias devido aos custos fixos e semi-fixos. As companhias aéreas estão sob pressão para reduzir custos operacionais e 32 milhões de postos de trabalho relacionados com a aviação (incluindo turismo) estão em risco“, alerta a IATA como se vê abaixo.

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Assim temos os 22 mil que vão abandonar a Lufthansa, os 12 mil da British Airways ou os 7.500 da Air France, ou nas low cost, a escandinava SAS lidera com um corte de 5.000 postos de trabalho, a EasyJet, com 4.500, ou a Ryanair, com 4.000 ao que acrescem os cortes salariais como os dos pilotos da Lufthansa ou da cabin crew da British Airways ou no caso da Ryanair que tentou que os pilotos aceitassem a diminuição nos rendimentos em troca de manter aberta a base em Frankfurt, na Alemanha o que fracassou ou a Icelandair que ameaçou despedir a tripulação de cabine, passando as funções para os pilotos.

A IATA a prevê que o setor só regresse a níveis pré-pandemia daqui a quatro anos, e os cortes chegam às frotas  que vão aos 20% no total de aviões, como é o caso da Iberia que vai retirar 17 aeronaves dos ares a Lufthansa que vai reduzir 150 aviões a low cost easyJet que vai cortar 51 aviões e a miserável

agência Fitch, anuncia que os apoios dos Estados europeus às companhias aéreas ultrapassavam, no final de junho, os 25 mil milhões de euros.

Em Portugal o Estado como na Alemanha noutros moldes aumentou a participação no capital da TAP para 72,5% com uma injeção de 1200 milhões de euros afirmando o ministro Pedro Nuno Santos que “o privado não tinha dinheiro nem vontade de injectar na TAP”

Como se sabe a Comissão Europeia aprovou, a 10 de junho, um belo dia,  que Portugal injete 1,2 mil milhões de euros na TAP verba que se vai esgotar este ano ainda, e serve apenas para garantir as necessidades de liquidez imediatas. 

O improvável prazo de seis meses para a TAP devolver o dinheiro ou que Portugal apresentasse um plano de reestruturação que assegurasse a viabilidade de longo prazo o que sucedeu.

A TAP vai precisar até um valor da ordem dos 1,8 mil milhões de euros, que poderão resultar de injeções de fundos públicos ou de garantias de Estado a novos empréstimos a que se soma o cheque de 1,2 mil milhões de ajudas em 2020, colocando o total próximo de 3 mil milhões de euros.

Para estas ajudas haverão cortes, a começar pelos custos com pessoal que acontecerão entre a não renovação de contratos a prazo, despedimentos ou reformas antecipadas, levando a uma saída de cerca dois mil trabalhadores pois a poupança nos custos com pessoal esperada para os próximos cinco anos é de 1,4 mil milhões de euros.

Será afetada também a frota que será reduzida com a companhia aérea a abandonar encomendas que tinha e começou já a negociar a devolução de alguns aviões. 

Como no final do primeiro semestre de 2020, a frota total da TAP representava 108 aviões, dos quais 102 aviões disponíveis para a operação comercial à redução é importante levando o  plano aos 88 aviões, com o objetivo da TAP a ser atingir o equilíbrio operacional em 2023 empurrado ainda até 2025 

Neste ambiente de instabilidade que pode ser minorado com a bazuka uesina as posições de Pedro Nuno dos Santos sao de parabenizar em primeiro lugar porque está a mostrar que quer e sabe liderar e porque tem uma visão progressista moderna para não só a TAP mas também para o país 

Uma boa perspetiva para um PS onde os que cercam e travam Antonio Costa se mostram sem rumo sem visão e sem perspectiva de Esquerda! 

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