Home CPLP Por falar em perseguição étnico cultural…

Por falar em perseguição étnico cultural…

por Joffre Justino

 Hoje os judeus que se encerraram num dos Estados religiosos do Médio Oriente e alimentam ( e sao alvo) de guerra religiosa não são já o exemplo da Resistência mas sim como os quase todos daquela Região o exemplo da Intolerância!

Falemos dos judeus, que Afonso Henriques protegeu na tomada de Lisboa mas que foram sendo ou marginalizados ou perseguidos, quase que diria mundo fora…

Mas relatemos um dos casos históricos que estiveram na raiz gostem ou nao do Holocausto mas também do crescimento da concorrência nos mares aos negócios portugueses

Tudo começou com o contrato de casamento de D. Manuel I com D. Isabel de Aragão e Castela, filha dos Reis Católicos e viúva de D. Afonso, que incluía uma cláusula que exigia a expulsão do território português dos mouros e judeus, cidadãos nacionais considerados hereges por aquele reino ibérico.

É-nos relatado que D. Manuel I tentou impedir esta cláusula e a sua concretização pois sabia bem que dependia dos conhecimentos técnicos e do apoio financeiro dos judeus para prosseguir a expansão ultramarina de Portugal. 

Mas entre indecisões acaba por, a 5 de dezembro de 1496, assinar o decreto de expulsão dos Judeus, dando-lhes vários meses para estes decidirem se queriam converter-se ao cristianismo. 

D. Manuel I ainda terá acreditado que o decreto de expulsão daria origem a inúmeras conversões, não sendo necessária a saída efetiva dos Judeus mas estes conhecedores das perseguições hispânicas começaram a abandonar o País em massa, o que levou o rei a estancar a sua saída encerrando os portos nacionais, com a exclusão do de Lisboa. 

Em Lisboa juntaram-se 20 000 judeus a tentar sair de Portugal temerosos face ao futuro nesta ibérica península com medo de perderem a vida e o rei não conseguiu evitar a sua saída.

Note-se que os judeus que ficaram por aparentemente se terem convertido, os cristãos-novos, continuaram secretamente a cumprir os seus rituais ancestrais, não sendo muito bem vistos pelo cristãos-velhos. 

Entre outros países que acolheram estes cidadãos portugueses, a Holanda, foi quem muito muito beneficiou economicamente com a sua presença e com o saber marítimo dos judeus. 

Nos últimos anos, descendentes desses judeus têm solicitado que lhes seja concedida a nacionalidade portuguesa a que teriam direito se D. Manuel I não tivesse expulsado os seus antepassados mas na verdade a realidade histórica essa paira ainda no ar ! 

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