Home Brasil O Presidente mundial do grupo Carrefour admite que houve racismo no Carrefour Brasil, apesar de negado por Mourão e Bolsonaro

O Presidente mundial do grupo Carrefour admite que houve racismo no Carrefour Brasil, apesar de negado por Mourão e Bolsonaro

por Joffre Justino

“Medidas internas foram imediatamente tomadas pelo Grupo Carrefour Brasil, principalmente em relação à empresa de segurança contratada. Essas medidas são insuficientes. Os meus valores e os valores do Carrefour não compactuam com racismo e violência”, disse o Presidente do Carrefour 

E assim o CEO global do Carrefour, o francês Alexandre Bompard, que deberia realizar umas ações de formação por cá, afirmou na tarde desta sexta-feira, 20, que a empresa “não compactua com racismo e violência” e que pediu ao Grupo Carrefour Brasil que faça uma “revisão completa das ações de formação dos funcionários e de parceiros terceiros”.

Bompard publicou uma série de mensagens no Twitter e classificou como “insuportáveis” as imagens que mostram João Alberto Silveira Freitas, homem negro de 40 anos, a ser espancado até à morte por dois seguranças brancos do Carrefour nesta quinta-feira, 20. 

E tweetou, “Em primeiro lugar, gostaria de expressar meus profundos sentimentos, após a morte do senhor João Alberto Silveira Freitas. As imagens postadas nas redes sociais são insuportáveis.”

De acordo com Bompard, foram de imediato tomadas medidas internas pelo Grupo Carrefour Brasil, principalmente em relação à empresa dd segurança subcontratada mas as referidas medidas, são insuficientes

Medidas internas foram imediatamente tomadas pelo Grupo Carrefour Brasil, principalmente em relação à empresa de segurança contratada. Essas medidas são insuficientes. Meus valores e os valores do Carrefour não compactuam com racismo e violência.

8:59 PM · 20 de nov de 2020

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O CEO cobrou a revisão do treinamento dos funcionários e a colaboração da empresa com a Justiça para que “os fatos deste ato horrível sejam trazidos à luz”.

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Alexandre Bompard

@bompard

Em resposta a @bompard

Peço, neste sentido, que seja realizada uma revisão completa das ações de formação dos colaboradores e de terceiros, no que diz respeito à segurança, respeito à diversidade e dos valores de respeito e repúdio à intolerância.

8:59 PM · 20 de nov de 2020

Entretanto as análises iniciais do Instituto Geral de Perícias do RS (IGP-RS) apontam para a possibilidade de asfixia como causa da morte de João Alberto Silveira Freitas.

E Magno Braz Borges e Giovane Gaspar da Silva, seguranças apanhados em flagrante pelas imagens das câmeras, e estão em prisão preventiva decretada.

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