Home Business A CIP ainda não entendeu nada desta pandemia e acha que as medidas restritivas “são incoerentes” e prejudicam as empresas (…?)

A CIP ainda não entendeu nada desta pandemia e acha que as medidas restritivas “são incoerentes” e prejudicam as empresas (…?)

por Joffre Justino

Assim ela esquece que este brutal crescendo das infeções por Covid-19 nasceu em demasiada parte da atividade irresponsável nas mesmas! 

E assim ela esclarece, “o anúncio do Governo é tanto mais grave quanto se recomenda e remete para as empresas a possibilidade de “suspenderem a laboração” nestes dias [30 de novembro e 7 de dezembro]”, sem ao que parece os empresários percebam as responsabilidades que têm dada a sua péssima gestão na Higiene Saude e Segurança no Trabalho.

Para a CIP – Confederação Empresarial de Portugal as medidas anunciadas no sábado pelo Governo,  “não são consistentes, ponderadas e não estão sequer cientificamente fundamentadas”, sem fundamentar nada do que diz.

Assim, na ganância pura diz a CIP em um tristérrimo comunicado, “As medidas restritivas que atingem os próximos dois fins de semana, a que se junta a tolerância de ponto para alargar esses fins de semana até aos feriados de 1 e 8 de dezembro, traduzem-se num forte condicionalismo em relação a oito dias completos … A situação é agravada pelo encerramento das escolas em 30 de novembro e em 7 de dezembro, o que implica um problema adicional para centenas de milhares de pais que terão de assegurar a necessária assistência aos filhos”, mostrando o como este luso empresariado nada quer saber da proteção da família! 

Onde andam os tais gestores católicos e defensores da Família? 

E mais, “o anúncio do Governo é tanto mais grave quanto se recomenda e remete para as empresas a possibilidade de “suspenderem a laboração” nestes dias [30 de novembro e 7 de dezembro] … Numa situação de quebra dramática dos rendimentos, o país não pode dar-se ao luxo de perder tantos dias de produção, não existindo qualquer base científica que justifique o encerramento generalizado das empresas”, diz a CIP que não mostrou uma única vez qualquer preocupação com o controlo da pandemia nas empresas!

O Governo anunciou no sábado as medidas de contenção da pandemia da Covid-19 para o novo período de estado de emergência, que vigorará entre as 00h00 de terça-feira, 24 de novembro, e as 23h59 de 8 de dezembro.

O recolher obrigatório continuará a vigorar nos concelhos com maior risco de transmissão do novo coronavírus entre as 23h00 e as 05h00 nos dias úteis e, para um grupo de municípios mais limitado (127), entre as 13h00 e as 5h00 nos fins de semana e nos feriados de 01 e 08 de dezembro.

Nas vésperas dos feriados, os estabelecimentos comerciais vão estar encerrados a partir das 15h00 nestes 127 concelhos.

Em todo o território continental será proibido circular entre concelhos entre as 23h00 de 27 de novembro e as 05h00 de 02 de dezembro e entre as 23h00 de 04 de dezembro e as 23h59 de 08 de dezembro.

Na verdade, o governo sob a pressão do PR das selfies e da ala direitista do PS, aquele que perdeu Açores, continua a não exigir o controlo da pandemia nas empresas via o reforço das Comissões de Higiene Saude e Segurança no Trabalho.

Como sob a mesma pressão nao alargou as horas de entrada e saída nas organizações e claro  nem falar da redução durante a pandemia do horário semanal de trabalho únicos meios de controlar a presença média nos meios de transporte! 

Nunca se viu tamanha coleção de erros económicos como é este comunicado da CIP ! 

Por decisão do governo nas  vésperas dos feriados não haverá aulas e a função pública terá tolerância de ponto e o Governo apelou ao setor privado para dispensar também os trabalhadores nestes dois dias em vez de impor um reequacionar dos Direitos das famílias ( e lá está o dedinho do pré candidato a PR o das selfies..) 

“Num momento tão difícil como o que vivemos, é fundamental que o Governo perceba que as empresas portuguesas têm compromissos a honrar – com trabalhadores e com clientes – e o cumprimento dessa responsabilidade é determinante para Portugal”, contrapõe a CIP, considerando que “se as empresas fecharem, uma parte vital do país fecha com elas” e mais uma há que perguntar- mas não acompanham a evolução dramática diária da pandemia? 

“Temos de evitar este cenário a todo o custo”, defende, apontando que “deveriam ter sido equacionadas outras soluções” como “a celebração das efemérides à segunda-feira”, como se daí surgisse qualquer solução! 

No comunicado, a CIP afirma também que o nível de apoios do Estado às empresas portuguesas continua, “além de muito demorado, também muito aquém daquele de que dispõem as suas congéneres europeias”, sem pensarem nos níveis de taxação concretas e não percentuais de cá, tão favoráveis aos empresários!

“A ajuda do Governo às empresas não pode ser por episódios e fatiada. Tem de ser imediata, forte e bem pensada”, sustenta esquecendo a tendência para o desemprego até nas empresas apoiadas com os impostos de todos nós!

Depois de salientar que “a CIP e as empresas portuguesas continuam totalmente empenhadas na luta nacional contra a Covid-19”, a confederação indica que “o envolvimento dos parceiros sociais na tomada de decisões é absolutamente fundamental, já que acrescenta às decisões o necessário conhecimento concreto dos problemas”.

“Lamentavelmente, as decisões tomadas ontem pelo Governo carecem deste respaldo e fundamentação”, e nós dizemos- felizmente e foi pouco bem pouco basta ler o que expusemos acima!

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