Home África O correspondente da Reuters Lee Bogotá em Angola agredido pela polícia

O correspondente da Reuters Lee Bogotá em Angola agredido pela polícia

por Joffre Justino

O material de trabalho do jornalista foi destruído, enquanto que os  jovens ativistas foram impedidos de fazer uma manifestação para reclamar melhores condições de vida, enfim o mpla regressado ao seu pior! 

O próprio jornalista, Lee Bogotá,  diz ter sido detido por alguns minutos pela polícia, apesar de se ter identificado, “Estava identificado, mostrei o meu passe, levantei as mãos, mesmo assim eles partiram para agressão, quase partiam a câmara e detiveram-me por alguns minutos”, disse Lee Bogotá, que ficou com marcas no corpo  devido às agressões.

Lee Bogotá estava no meio da manifestação, tentou falar com os polícias e o que obteve foi ser atacado, tendo ficado sem as câmaras fotográfica e de vídeo e o microfone.

O incidente na avenida Deolinda Rodrigues, contou ainda o jornalista, salientando que se encontra nesta altura em casa de um familiar, porque a polícia o estava a obrigar a seguir os manifestantes, tendo ele insistido para regressar à cidade.

“Só que eles fizeram uma barreira aqui na rotunda e eu não conseguia passar essa barreira, por sorte tenho uma prima aqui e estou na casa dela agora”.

Releve-se que na última tentativa de manifestação em Luanda, no passado dia 24 de outubro, entre as centenas de manifestantes detidos estavam seis jornalistas, devidamente identificados,  e a cobrir a manifestação, tendo sido libertados uns umas horas depois, e outros, dois dias depois, sem qualquer explicação sobre as suas detenções.

O PR João Lourenço, foi pois humilhado pela policia pois na reunião do Comité Central do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), assumiu que não queria mais ver acontecer casos do género…. pois aconteceram, o que nos leva questionar sobre quem gere hoje Angola! 

O Governo da Província de Luanda proibiu a realização desta manifestação, evocando diversos motivos, um dos quais o não cumprimento do Decreto Presidencial sobre o estado de calamidade pública, que impede ajuntamentos de mais de cinco pessoas nas ruas, como medida de prevenção e combate à propagação da covid-19.

A polícia impediu a tentativa de manifestação, tendo recorrido ao uso de força e de gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes, havendo o relato de um morto de vario feridos ainda não sabidas quantas prisoes  havendo já a confirmação desta Lista provisória das pessoas detidas hoje em Luanda,

Garrido Mendes 

Xito Milonga 

Luís Campos 

Suria Cambida 

(Em atualização)

O jovem assassinado, segundo o lider oposicionista Francisco Lopes, é Lando Lucombo um activista SOCIAL do município do Cazenga que foi morto com um tiro na cabeça “pela polícia do mal”, como classificam os opositores esta policia dita nacional!

Imagem.jpeg
0 comentário
0

RECOMENDAMOS

Comente

* Ao utilizar este formulário, você concorda com o armazenamento e gestão de seus dados por este site.