Home Opinião Manifestação civica em Luanda dispersada a tiros!

Manifestação civica em Luanda dispersada a tiros!

por Joffre Justino

Esta manifestação deste sábado, fora convocada por ativistas da sociedade civil, mas contava com a adesão da UNITA e de outras forças da oposição, pretendia reivindicar melhores condições de vida, mais emprego e a realização das primeiras eleições autárquicas em Angola, que estavam previstas para este ano, mas foram adiadas sem nova data numa cedência do PR João Lourenço que um dia lamentará este adiamento! 

Entretanto o presidente da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, denunciou hoje que o deputado Nelito Ekuikui foi agredido pela polícia e lamentou que o Governo angolano esteja a tentar impedir manifestações por estar “em pânico”.

“Bastou chegar ao local e o deputado foi agredido pela polícia com porretes”, disse o líder da União para a Independência Total de Angola (UNITA) à Lusa, afirmando que o cemitério de Santa Ana, ponto de concentração da manifestação prevista para hoje, mostrava  às 11:00 um “forte aparato policial”, com cavalaria e brigadas caninas.

Adalberto da Costa Júnior afirmou aos media angolanos que a tentativa de impedir a manifestação é “uma absoluta ilegalidade”, já que foi aprovada em maio uma lei que “dá cobertura à situação de calamidade e não prevê que sejam suspensos os direitos fundamentais dos cidadãos, nomeadamente o direito à manifestação”.

“Em circunstância alguma podem ser violados direitos constitucionais dos cidadãos. Para tal teria de haver um regresso ao estado de emergência”, realçou o líder da UNITA.

Curiosamente logo nesta sexta-feira à noite horas antes da realização desta manifestação que até estava permitida, o Governo anunciou medidas mais restritivas, para a situação de calamidade, face ao aumento do número de casos de covid-19.

Entre estas estão as limitações de ajuntamentos na via pública até cinco pessoas tendo sido alterado um artigo relativo ao distanciamento físico entre os participantes de atividade e reuniões realizadas em espaço aberto, que contemplava manifestações no anterior decreto, possibilidade que foi retirada no novo diploma que entrou em vigor às 00:00 de hoje, ( escandaloso dizemos nós!).

“Esta é uma circunstância de um Governo impopular que faz um `marketing` extremo. Bastou dizer que a UNITA ia aderir à manifestação para ter uma resposta diferente”, criticou Adalberto da Costa Júnior, assinalando que as anteriores quatro manifestações foram realizadas sem problema de maior.

Segundo o dirigente do “Galo Negro”, “o Governo entrou em pânico, Joao Lourenço não respeita o Estado de Direito e a Constituição do país”.

“Por isso, estamos a dizer para voltarem para casa, não queremos confrontos e não queremos ninguém ferido”, acrescentou, salientando que houve “movimentação de tanques na noite anterior e foram colocadas barreiras de polícias e militares para impedir movimentações nos bairros e nos acessos a Luanda.

Ginga Sakaita Savimbi, filha do fundador do partido, Jonas Savimbi, que estava ao lado de Nelito Ekuikui, na altura em que este foi agredido, disse à Lusa que não houve explicações por parte da polícia.

“Estamos no Santa Ana, com um absurdo aparato policial para uma manifestação pacifica, agrediram um deputado que veio manifestar-se pacificamente”, afirmou, acusando o MPLA, partido no poder há 45 anos de ser “um regime fascista”

“[A polícia] diz que não podemos manifestar-nos, mas a manifestação foi aceite e agora dizem que não pode, porquê”, questionou Ginga Savimbi.

No video clip que deixamos a jovem que o faz fala em duas mortes enquanto que se ouvem disparos ao longe mas vê-se também que a certa altura os manifestantes se cansam de recuar e avançam à pedrada sobre a polícia! 

Claro que a estatal/mplista ANGOP afirmou “que os manifestantes tentaram cortar o trânsito temporariamente em alguns troços da Avenida Deolinda Rodrigues e atearam fogo no troco adjacente à BCA, em protesto contra as barreiras impostas pela Polícia Nacional.”.

Parabéns Jovens ! Angola é dos Angolanos não é da elite mplista! 

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