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As Esquerdas e o OE21

por Joffre Justino

O PS mantém-se aberto para negociar a viabilização do Orçamento com os parceiros à sua esquerda, tendo cedido já a exigências e criticado também as “novas linhas vermelhas” introduzidas pelo BE

Não podemos deixar de recordar que em tempo de guerra se contam armas e o pão possível e muito sentido estratégico e não pão, as armas possíveis  e a sobrevivência possível pelo não é de estranhar que os que defenderam o desastre da guerra colonial se afastem da contenda Covid-19!

Custa-lhes recordar o como entregaram o país no desastre a 25 de abril quase sem empresas ( ide ver o numero … à volta de

25 000 que raio de capitalismo todo feito de Estado e estrangeiros) quase sem Recursos Humanos qualificados escolar e profissional sem condições sanitárias ou agua ou luz etc…

Mas na verdade temos de reconhecer o esforço do PS na elaboração do OE21 ( o mesmo não se pode dizer desta submissão bacoca ao presidencialismo MRSousista…) e quem não entender tal vai pagar a fatura em eleições…

O vice-presidente da bancada socialista João Paulo Correia, na Assembleia da República, horas depois de o Governo ter apresentado publicamente a sua proposta de Orçamento do Estado para 2021 e  face à dificuldade do PCP, do PEV e do Bloco de Esquerda em viabilizarem o OE assumiu que uma eventual crise política “só iria atrasar a recuperação do país, prejudicando o combate à pobreza e a criação de emprego – desígnios comuns a todas as forças de esquerda”.

E nós recordamos o desastre do PECIV para dizer – qualquer negociação tem um limite !

Mais uma vez foi dito, “O PS vai colocar-se do lado de quem vai procurar dialogar, continuando as aproximações necessárias. Mas os avanços não podem ser desperdiçados por razões de agenda partidária”, com o defeito de tal surgir depois dos absurdos enamoramentos de dirigentes máximos do PS ao candidato MRSousa… 

Para João Paulo Correia os entendimentos “alcançam-se com cedências das partes” e que “o processo negocial não está esgotado com a entrega pelo Governo da proposta de Orçamento na Assembleia da República”…,”Ao longo deste processo negocial, foi público que o Governo foi cedendo em vários domínios. Do nosso ponto de vista, desde que não se acrescentem todos os dias linhas vermelhas, será importante que o processo negocial decorra com as aproximações que têm sido verificadas nas últimas semanas. Tem de haver de ambas as partes vontade de negociar para ser possível atingir-se um ponto de entendimento”.

Já o PCP com a longa aprendizagem da Negociação Coletiva de Trabalho ( e melhor seria para o PS se o vieiradasilvismo nao tivesse bloqueado a contratação coletiva de trabalho) manteve-se disponível esta terça-feira mas ficando em aberto a sua posição na votação na generalidade do Orçamento do Estado para 2021 (OE2021), havendo a possibilidade de “qualquer sentido de voto”, e remeteu uma decisão para mais tarde segundo João Oliveira 

Considerando uma análise “mais profunda”, explicou João Oliveira, o PCP quer “ver se há correspondência entre os anúncios e intenções e o que consta efetivamente no Orçamento do Estado” e é em função disso que tomará uma decisão.

A proposta de orçamento do Governo “não responde aos problemas estruturais” do país nem dá resposta à situação social causada pela pandemia, embora tenha acolhido de “forma muito parcial” algumas propostas feitas pelo partido diz este dirigente do PCP como o aumento extraordinário de pensões em 10 euros, a extensão de creches gratuitas, a contratação de trabalhadores para o Serviço Nacional de Saúde ou a regulamentação do suplemento de insalubridade, penosidade e risco.

E segundo João Oliveira há que “valorizar salários e direitos dos trabalhadores, “aumentar as pensões e prestações sociais” gerar uma “justa política fiscal que alivie a tributação sobre os rendimentos mais baixos e tribute efetivamente o grande capital”.

O PCP irá aprofundar a análise do orçamento, de modo a ver se os anúncios do Governo correspondem com o que está no texto do orçamento, “recusando chantagens e pressões” e prometeu que “continuará a lutar” pelas suas “propostas e soluções”.

Quanto ao BE este diz que divergências são de fundo, mas deixa porta aberta para PS reconsiderar sublinhando que as divergências sobre o Orçamento do Estado para 2021 não são sobre detalhes, “mantendo a porta aberta” para que o PS reconsidere em quatro matérias, sem as quais não tem condições para viabilizar o documento.

“As divergências que neste momento existem não são diferenças de detalhe, são diferenças do centro da resposta à crise“, afirmou  a deputada do BE, 

Para Mariana Mortágua há que travar a vaga de despedimentos, proteger o Serviço Nacional de Saúde, impedir mais recursos para o Novo Banco sem uma auditoria e retirar as pessoas da pobreza com uma prestação social que o permita.

Mantemos a porta aberta para que, se o PS quiser, reconsiderar acerca destas medidas que conhece há meses“, deixando claro que o espaço para reconsiderar existe até à votação na generalidade do OE2021.

Sem estas quatro matérias essenciais, a deputada do BE recordou as palavras de Catarina Martins e deixou claro que o partido “não terá condições de viabilizar esse orçamento”.

“As divergências que neste momento existem não são diferenças de detalhe, são diferenças do centro da resposta à crise”, explicou a deputada bloquista, fazendo questão de começar por sublinhar o porquê de este orçamento ser diferente dos anteriores.

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