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Hoje- Mais uma Mobilização Climática!

por LUSA Estrategizando

Em pelo menos 11 pontos do país, os jovens voltam hoje a sair à rua numa mobilização pela justiça climática. Há marchas, manifestações pouco convencionais ou greves online como nas Caldas da Rainha ou no Algarve, numa iniciativa da plataforma Salvar o Clima, que junta vários movimentos, coletivos e associações, desde a Climáximo à Greve Climática Estudantil.

Estes jovens pedem uma “mobilização climática global” que junte todos os setores da sociedade civil.

Trata-se da iniciativa dinamizada  pela jovem sueca Greta Thunberg, que lançou esta campanha sozinha com uma greve às aulas às sextas-feiras exigindo medidas para combater as alterações climáticas.

Estas ações,passaram a ser conhecidas como as  greves climáticas estudantis, acontecem no mundo inteiro e em Portugal também  já se fizeram várias greves climáticas, sendo que hoje pela primeira vez a iniciativa chama-se não greve, mas “mobilização climática”.

Na base da ação de hoje está o mesmo apelo, do movimento “Friday´s for Future” criado por Greta Thunberg, que em Portugal teve eco no movimento Salvar o Clima, uma plataforma que junta várias organizações que organizam as ações.

E na base está também a ideia que a vida é o centro da economia e não o lucro como diz Bianca de Castro, do movimento Fridays for the Future, “O foco tem de ser a vida no centro da economia em vez do lucro”.

Bianca de Castro explicou à Lusa que devido à atual situação de pandemia, que faz com que as ações a nível mundial não coincidam, se decidiu não chamar “greve”, porque não se apela aos alunos para que faltem às aulas, mas sim “mobilização”, com iniciativas que podem ser manifestações físicas mas também protestos “digitais”, estes agendados nomeadamente para o Algarve e Caldas da Rainha.

Em Lisboa haverá uma concentração e desfile, que termina com música, teatro e mensagens políticas que acontecerão também em cidades como Aveiro ou Coimbra, Évora ou Porto, entre várias outras das referidas.

Os jovens convidam toda a sociedade civil a juntar-se no protesto, que não é só dirigido a estudantes, a mães e pais inseridos no movimento, “Parents For Future” e a todos que quiserem aderir

O movimento “Parents For Future” foi também criado no seguimento das greves climáticas iniciadas por Greta Thunberg.

“No Porto, haverá uma concentração de sapatos na Avenida dos Aliados, para simbolizar a presença dos manifestantes”. É às 17.30 horas. 

Não vamos chegar aos números do ano passado, quando tivemos 20 mil pessoas nas rua, mas o foco não são os números, é a nossa mensagem política”.

Segundo Bianca, “A pandemia expôs ainda mais as fragilidades do nosso sistema. E está tudo interligado. Não há justiça climática sem justiça social”. 

Uma das reivindicações passa pelo fecho da Central Termoelétrica de Sines. “Podia ser uma boa notícia se houvesse justiça laboral. É preciso criar empregos justos e verdes para os trabalhadores dos setores poluentes”. 

Os manifestantes reclamam ainda o cancelamento da expansão do aeroporto de Lisboa e das dragagens do Sado, mas também o acesso a “água potável, alimentos e habitação para toda a gente, e gratuitidade dos transportes públicos”. 

A luta, diz Bianca, é de todos, não apenas dos jovens. “A maioria das mobilizações é à tarde também por isso”. Esta é a sexta iniciativa global do movimento “Fridays For Future” criado pela sueca Greta Thunberg.

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