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Jovens angolanos em Luta em Lisboa

por Joffre Justino

Eram perto de três dezenas de jovens angolanos residentes em Portugal que frente ao consulado de Angola em Lisboa, neste 14 de setembro mostraram um cartão vermelho à brutalidade policial que afirmam se ter agravado com a pandemia de covid-19.

Os jovens concentraram-se pouco depois das 10:00 frente ao consulado, em Alcântara, reagindo a um desafio através das redes sociais, que nos últimos tempos tem sido o principal meio de comunicação e também de denúncia do que classificam de “crime sem castigo”.

Com pandemia, mais de uma dezena de pessoas perderam a vida em Angola na sequência de intervenções policiais para obrigar ao cumprimento dos decretos presidenciais com as medidas que vigoraram no estado de emergência e agora na situação de calamidade pública, nomeadamente o uso de máscara facial.

“Quem é que chamamos, quando a polícia mata?”, “Esfomeados, doentes, frágeis e inseguros” ou “Parem de nos matar” foram algumas das frases que se podiam ler nos cartazes empunhados por estes jovens que, ordeiramente, começaram o protesto a entoar o Hino Nacional, gritando em uníssono “Um só povo, uma só nação!”.

A manifestação pacífica prosseguiu com um minuto de silêncio pelas “vítimas da brutalidade policial em Angola”, com os jovens de joelhos e o punho cerrado, um dos símbolos da resistência e solidariedade.

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