Home Opinião Em nome do lucro? Despedimentos de trabalhadores no Santuário de Fátima

Em nome do lucro? Despedimentos de trabalhadores no Santuário de Fátima

por Joffre Justino

Um plano de reestruturação que prevê despedimentos é explicado pelo  Santuário de Fátima com a pandemia que provocou uma queda nas receitas e que exigirá segundo o Santuário a redução dos custos fixos.

Que bela e cristã posição não acham? Layoff? Nao ! Despedimentos logo, logo!

E assim perderão os seus postos de trabalho 50 trabalhadores desta organização “turística”, o Santuário de Fátima!

Culpada? A pandemia claro que provocou uma queda abrupta nas receitas e nas visitas de peregrinos. 

A notícia foi avançada esta terça-feira pela TVI e confirmada à TSF pela porta-voz do Santuário. Carmo Rodeia justificou a decisão de reestruturar com a quebra de receitas elevada devido à falta de peregrinos por causa da pandemia.

Mas na verdade a desculpa da pandemia  foi antecedida por três anos de resultados negativos nas contas da instituição.

E o que conta na vaticanista “economia social”?  O lucro claro! 

A crise começou a acentuar-se a seguir à celebração do centenário e a atual pandemia é o culminar de três anos de resultados negativos nas contas da instituição.

Claro, houve obras de renovação de espaços e equipamentos que por mal pensadas geraram contas negativas, a par da visão neo liberal que tudo é igual a tudo, do polo norte ao polo sul, que levou à contratação de profissionais, cantores, organistas, responsáveis de casas de alojamento, tudo funções que  eram asseguradas por padres ou freiras a custos reduzidos….

O santuário conta com 350 trabalhadores e a gestão desta “Organização turística” afirma claro que, um plano de despedimentos só avança se falharem as rescisões amigáveis enfim outra forma de dizer despedimentos! 

E espantem-se nem se importam os neo liberais gestores do Santuário com o Santo Natal tão à vista …

Como ficará o Menino Jesus Filho da adorada Maria do Santuário de Fátima perante gestores de um Santuário que só está aberto a propostas dos trabalhadores até dia 15 de setembro?  Mal muito mal acreditem! 

Que tal uma gestão em co-gestão para manter postos de trabalho com posterior distribuição dos lucros? Que uma gestão de longo prazo na visão de lucros e prejuízos?

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