Home África Continuamos a manter uma atitude critica mas não destrutiva de João Lourenço, mas… Também estamos com Abel Chivukuvuku

Continuamos a manter uma atitude critica mas não destrutiva de João Lourenço, mas… Também estamos com Abel Chivukuvuku

por Joffre Justino

Em meios restritos mas influentes corre que o PR português criticou duramente a António Costa o PS por estar a apoiar os críticos do PR Angolano João Lourenço.

São sabidas as relações antigas da família de MRSousa via a mãe a Angola como todos se lembram do apoio do MPLA ( ainda José Eduardo dos Santos) à campanha eleitoral do hoje PR, hoje alinhado “ao centro “ mas na época “à direita”, pelo que é natural esta sensibilidade Lourencista que esses meios restritos apontam como sendo a de MRSousa. 

Vale recordar o Folha8, “O pai do “Ti Celito” só foi governador de Moçambique em 1968 mas ele já antes, jovem português de 17 anos, tinha visitado toda a colónia de Angola em 1966. A terra onde o PR vai agora comemorar o seu 70º aniversário é afinal também a terra do seu avô, António (dono dos armazéns Catonho Tonho em Luanda) e da sua avó, de origem negra, Joaquina.”

Claro que a crise do valor do petróleo tem limitado enormemente a capacidade do PR Angolano de definir uma via desenvolvimentista para a governação do país, o que enerva bastante as camadas sociais mais jovens ansiosas por participarem na gestão da “coisa publica” muito pouco democratizada. 

Mas há claro todo um aparelho de estado que se mantém “de partido único” e na base do Estado todos aguardam as eleições locais para iniciarem a despartidarização municipal e local de base sendo este atraso nas eleições locais uma parte dos erros das oposições que morto Savimbi deixaram cair esta bandeira anos a fio.

Entre os opositores hoje clássicos ao MPLA predomina Abel Chivukuvuku e o cerco a este dirigente é o exemplo paradigmático do estado/partido único ainda vigente e por cima do Parlamento Angolano. 

Abel Chivukuvuku foi dirigente da UNITA e tendo saído deste partido não um “renovado” isto é os da UNITA que traíram Savimbi tendo aparecido como uma segunda via dentro deste partido mas no Congresso de 2004 cometeu o erro de apoiar aquele que foi o desastre da UNITA – Samakuva! 

Afastou-se deste partido e foi um líder crescentemente temido pelo aparelho do estado/partido único e nesses anos vimos centenas de empresas e milhares de empresários portugueses como a Mota Engil e Jorge Coelho a em lógica “toca e foge” a desperdiçarem-se e desperdiçarem Angola 

Hoje Abel Chivukuvuku vive a pressão institucional da ilegalização do partido que criara o PRA-JA Servir Angola e do Jornal Vanguarda citamos extratos de uma entrevista a Abel Chivukuvuku, com um conselho ao PR João Lourenço – não se deixe enredar numa política “à Marcelo Caetano” que o levou a ver surgir o MFA e o 25 de Abril de 1974 por temer varrer os ditos “ultras tomastistas” ! 

Vejamos então, 

“O processo de legalização do PRA-JA Servir Angola, partido de Abel Chivukuvuku, é o destaque na arena política nacional. O Plenário do TC julgou improcedente o recurso apresentado pela nova formação político-partidária, gerando especulação no seio da sociedade civil, principalmente pela forma como foi anunciada a deliberação do Plenário do TC. Já se fala em perseguição política contra Abel Chivukuvuku, o ideólogo da CASA-CE, terceira força política na Assembleia Nacional, ultrapassando o PRS e FNLA. O brigadeiro na reserva está determinado a continuar na vida política, nem que para isso volte à ingressa as fileiras do “Galo Negro”, onde é originário, não fossem as maracutaias de Samakuva estaria hoje a ocupar um lugar de destaque na UNITA, quiçá a presidência. Costa Júnior teria dificuldades de competir com Chivukuvuku, mobilizador nato que foi orgulho de Savimbi.”( Vanguarda) 

“esse momento a estratégia legal é o recurso extraordinário, para além de todo o ativismo nacional e internacio- nal. Estamos a ter imensas solidarieda- de no exterior. Se o MPLA se sente um partido forte por que tem medo de um partido que ainda nem sequer nasceu?” ( Abel Chivukuvuku, AC) 

“O mesmo TC, quando eu era o presidente da CASA- CE, anotou os congressos que fizemos e a minha eleição a presidente da CASA- CE. Até o ex-presidente do Tribunal Supremo, Rui Ferreira, assistiu a um dos congressos. Meses depois, veio dizer que afinal já não pertencíamos à CASA-CE. O Tribunal agiu com instru- ções do sistema. Aliás, foi o mesmo Tribunal que inviabilizou um partido político (PODEMOS) que uns amigos meus pretendiam legalizar.”

“Já expliquei muitas vezes que para mim a chave a é a participação, os partidos são simplesmente instru- mentos para a nossa contribuição na sociedade. O objectivo são os partidos por serem o caminho para participar e poder fazer uma obra no nosso País. É o mais importante, desde que haja conjugação de valores, de princípios, de vontade e de propósitos. As pessoas podem participar. Porque não? Nunca se fecha a porta completamente.

Mas também já disse que nesse momento a minha agenda é o PRA- JA Servir Angola. Nada tenho contra o UNITA, nunca falei mal da UNITA. Saí porque entendi que deveria sair, mas tenho lá parentes, amigos e colegas. O espaço político angolano não se esgota no MPLA e na UNITA.”

“Não discuto Mwangai, cada coisa tem o seu tempo e sua época. Os processos políticos e as sociedades não são estáticas, evoluem. Portanto, não discuto isso. Discuto o futuro, o que foi do passado é passado por mais que tenha coisas boas ou negativa. “ 

“Há uma percepção errada das pessoas que dizem que abandonei a CASA-CE. Foi o TC que determinou que não mais podia ser o presidente da CASA-CE porque era independente. Também foi o TC que determinou em despacho que não mais poderia ser da CASA-CE. O mesmo aconteceu com todos os independentes. Ninguém saiu fomos corridos, como se diz na gíria popular.”

“Só uma pessoa que não está no domínio do seu quadro mental pode fazer essa afirmação ou talvez é muita ignorância. Se for a ver a história desse País quem não esteve num outro partido? Há pessoas que estiveram na UPA e passaram para o MPLA. O Dr. Savimbi esteve na UPA e fez a UNITA. Os dirigentes destes partidos (Blocos, PDPANA e outros) saíram do MPLA. Qual é o problema? O problema é o Abel Chivukuvuku. É inaceitável um dirigente do Bureau Político do MPLA fazer esse tipo de declarações, até porque ele é formado. O problema é a de mentalidade, são tão totalitários. A exclusão está tanto no sangue que até coisas irracionais dizem. Por isso o País está assim. 

Infelizmente, o próprio sistema e o TC é que estão a fazer de nós mártires e a publicitar o PRA-JA”.

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