Home Direitos Humanos O TERROR NAZI – Uma Anotação secreta descoberta em sapato de criança morta em AUSCHWITZ

O TERROR NAZI – Uma Anotação secreta descoberta em sapato de criança morta em AUSCHWITZ

por Joffre Justino

A mensagem, feita à mão, revela parte da triste história de um miudinho de 6 anos

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Calçado de criança morta em Auschwitz – Divulgação/Museu de Auschwitz

Um Especialista do Museu de Auschwitz fazia reparos no acervo de sapatos de prisioneiros de um antigo campo de concentração na Polônia  nazista quando encontrou um bilhete escondido dentro de um calçado infantil segundo o site History.

A mensagem, feita à mão, continha o nome e o sobrenome da criança e o número dela na lista de transporte de prisioneiros (Ba 541). Tratava-se de Amos Steinberg, de apenas 6 anos de idade, que foi levado em 10 de agosto de 1942, com os pais, Ludwig e Ida, até o Gueto Theresienstadt.

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Sapato de criança de Auschwitz / Crédito: Divulgação/Museu de Auschwitz

A 4 de outubro de 1944, mãe e filho foram deportados até Auschwitz e conforme  Hanna Kubik, do Museu de Auschwitz, ambos terão falecido na câmara de gás. 

“Podemos presumir que ela provavelmente fez questão que o sapato de seu filho fosse identificado”, afirmou Kubik. 

Ainda segundo a especialista, o pai da família foi deportado em outra viagem. “Sabemos que ele foi transferido de Auschwitz para Dachau em 10 de outubro de 1944 e foi libertado no subcampo de Kaufering”, contou. 

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Documentos encontrados pelo museu / Crédito: Divulgação/Museu de Auschwitz

Além de descobrirem a história do pequeno Amos Steinberg, os pesquisadores encontraram também documentos em húngaro em outro calçado de criança onde estavam nomes como Ackermann, Brávermann e Beinhorn, provavelmente deportados para Auschwitz em 1944 durante o extermínio de judeus húngaros.

Descobertas anteriores de jornais e papéis já tinham sido feitas, geralmente porque esses itens eram usados como forro nos calçados. No entanto, os úlimos achados ganham destaque. “Essa descoberta é preciosa e interessante, pois os documentos foram preservados em boas condições e contêm datas, nomes das pessoas envolvidas e legendas manuscritas”, explicou Kubik. 

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