Home Direitos Humanos Entre a Alemanha e a Polónia perdem os judeus polacos

Entre a Alemanha e a Polónia perdem os judeus polacos

por Joffre Justino

Num país governado à Direita, em coligação entre os vários ultras a História veio a 6 de agosto pregar-lhes uma partida…

Na verdade uma equipa de arqueólogos veio pôr na “boca do mundo” encontrando umas cavernas secretas e um campo de batalha associado a Casimiro, o Grande, o rei responsável pelo assentamento das comunidades judaicas na Polónia.

A comunidade judaica presente desde o tempo do rei Casimiro I o Grande no século XIV resultou do facto deste rei certamente por necesdidade de povoamento ter dado aos judeus um conjunto de direitos para que estabilizassem no reino.

Em 1674 João III Sobieski quando se tornou rei concedeu aos Judeus da Polónia o privilégio de não pagarem os impostos durante um tempo determinado, preservando todos os direitos que lhes tinham sido concedidos pelos reis anteriores. 

Casimiro, o Grande, pouco conhecido fora da Polónia é uma das figuras mais importantes da história polaca e desempenhou um papel crucial na Europa Oriental da era medieval e que ganha hoje relevo porque uma equipa de investigadores encontrou cavernas escondidas e um campo de batalha associado ao rei do século XIV.

Casimiro, o Grande foi responsável por reerguer o reino polaco e formar um exército que era um dos mais temidos em todo o Continente Europeu tendo sido ele quem formou a que foi a futura comunidade polaca-lituana, potência dominante da Europa Oriental no período medieval tardio.

Este rei foi ainda  responsável pela criação da comunidade judaica na Polónia, já que encorajou os judeus a assentarem-se no seu território, concedendo-lhes liberdade religiosa.

As recentes descobertas oferecem uma nova perspetiva da Polónia com as misteriosas cavernas a serem encontradas debaixo das ruínas de um castelo e o campo de batalha encontrado foi o palco de uma das suas campanhas.

As cavernas estavam debaixo do Castelo de Olsztyn, que chegou a ser administrado pelo famoso astrónomo polaco Copérnico e segundo o Heritage Daily, uma das cavernas serviu como despensa renascentista e antes como abrigo para os neandertais”.

“Deparámo-nos com uma fissura, que acabou por ser outra grande caverna. No atual estágio de exploração, ainda não conseguimos estimar o tamanho e a idade de todos os sedimentos”, referiu o líder da equipa de investigação, Mikołaj Urbanowski que dá nota de poder haver uma rede de cavernas interligadas por debaixo do castelo, que podem estar relacionadas com a construção da infraestrutura.

Quanto ao campo de batalha, em Biała Góra, nas montanhas Słonne, foram identificadas ruínas de um assentamento fortificado, onde foram encontradas mais de 200 flechas e ao The First News, Piotr Kotowicz, um dos arqueólogos envolvidos na investigação, diz que as descobertas são “um testemunho de disputas entre rutenos e polacos”.

Vale recordar que a Polônia se recusou a indemnizar as famílias judias pelas propriedades ilegalmente ocupadas durante a Segunda Guerra Mundial, já que a Alemanha deve à Polônia um “trilhão” de euros em indemnizações.

“A posição polonesa é firme e clara: não devemos nada a ninguém”, afirmou a porta-voz do governo, Joanna Kopcinska, durante uma entrevista em uma rádio local nesta quinta-feira em resposta a grupos como a Organização Mundial Judaica de Restituição (WJRO), que pede a Varsóvia para compensar as famílias judias, cuja propriedade foi apreendida e saqueada durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Em fevereiro, o presidente de operações do grupo, Gideon Taylor, criticou a Polônia como “o único país da União Europeia” que não tem leis de restituição “abrangentes” pois o governo polaco se opõe fortemente a este ato de justiça 

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