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Sempre a Deloitte?

por Antonio Sousa

Nem referimos a origem das notícias… algo vai mal nesta República! 

 2016

O Banco de Portugal recebeu, no final do dia 4 de julho, o relatório final elaborado pela Deloitte Consultores, S.A. («Deloitte») que apresenta uma estimativa do nível de recuperação dos créditos de cada classe de credores do Banco Espírito Santo, S.A. («BES») no hipotético cenário de liquidação do BES a 3 de agosto de 2014, caso não tivesse sido aplicada a medida de resolução.

A Deloitte foi a entidade independente designada pelo Banco de Portugal para realizar aquela estimativa, em cumprimento do disposto na segunda parte do n.º 4 do artigo 145º-H do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, na redação em vigor à data de aplicação da medida de resolução ao BES. 

O relatório apresentado pela entidade independente inclui, além de um sumário executivo (que pode ser consultado em www.bportugal.pt), a abordagem metodológica que fundamentou o desenvolvimento do trabalho, a estimativa do valor de realização dos ativos num contexto de liquidação, a estimativa das responsabilidades do BES naquele contexto de liquidação, a classificação dos credores por classes e ainda a distribuição do valor estimado de realização dos ativos por cada classe de credores.

De acordo com a estimativa independente realizada pela Deloitte:

  • O valor estimado de realização dos ativos do BES em cenário de liquidação seria de € 38 440 818 000, o que corresponderia a cerca de 62% do valor líquido contabilístico do ativo do BES antes da aplicação da medida de resolução (€ 61 932 491 000).
  • O valor estimado dos créditos sobre a insolvência ascenderia a € 60 017 156 000, dos quais 51% corresponderiam a créditos privilegiados e garantidos, que assim teriam um nível de recuperação de 100% em cenário de liquidação do BES.
  • Em cenário de liquidação, o nível de recuperação dos créditos subordinados seria nulo e o nível de recuperação dos créditos comuns seria de 31,7% (Quadro 1).
  • Face à dimensão e complexidade do Grupo BES, a sua entrada em liquidação iria originar uma disrupção abrupta das relações múltiplas existentes com clientes, fornecedores, colaboradores, acionistas ou concorrentes.

Banco de Portugal escolhe Deloitte para nova auditoria ao Novo Banco

Lusa 18 Junho, 2020 

Banco de Portugal propôs ao Governo que seja a consultora Deloitte a fazer a auditoria ao Novo Banco na sequência da injeção de capital feita em maio, disse à Lusa fonte oficial do banco central.

“Na sequência da solicitação feita pelo Governo, e tal como está previsto na Lei n.º 15/2019, o Banco de Portugal propôs ao Governo a designação da Deloitte para a realização da auditoria especial que decorre do pagamento realizado em maio pelo Fundo de Resolução”, respondeu o Banco de Portugal à Lusa.

Deloitte é a mesma consultora que está a fazer a auditoria especial aos atos de gestão do BES/Novo Banco referente ao período entre 2000 e 2018 (ou seja, abarcando quer o período antes quer depois da resolução do BES e criação do Novo Banco), que deverá ser conhecida em julho.

31.07 de 2020

O relatório final da auditoria da Deloitte sobre a gestão do BES/Novo Banco, referente ao período de 2000 a 2018, nomeadamente sobre os créditos problemáticos e venda de imóveis com desconto, só vai ser entregue ao Governo até ao final de agosto. As conclusões serão assim entregues após esta sexta-feira, 31 de julho, data que o primeiro-ministro garantiu que seria conhecida a auditoria à gestão do Novo Banco e enviada ao Parlamento, depois de o Executivo ter recusado dar mais tempo à consultora para concluir o trabalho.

A elevada “complexidade” desta auditoria leva a que a Deloitte entregue apenas um relatório preliminar no prazo determinado pelo ministro das Finanças, revelou ao Jornal Económico fonte próxima ao processo.

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