Home China Impor um conflito global com a RPChina para ganhar as eleições, eis o pior de Trump

Impor um conflito global com a RPChina para ganhar as eleições, eis o pior de Trump

por Antonio Sousa

Se em dezembro de 2018, os falcões do governo Trump impuseram uma série de medidas punitivas à RPChina na linha  “Fuck China Week”, nada compara ao vivido  no mês de julho de 2020.

Os Estados Unidos têm imposto ultimamente sanções a altas autoridades chinesas, dada a sua participação em atrocidades contra uigures em Xinjiang e incluiram  11 empresas chinesas à lista negra do Departamento de Comércio, por cumplicidade nessas atrocidades, não comprovadas mas “boas para a propaganda”. 

Trump assumiu também que as reivindicações da RPChina no Mar da China Meridional são ilegais divulgou acusações de alegados crimes contra quatro cidadãos chineses por serem espiões do Exército de Libertação Popular e mandou encerrar p consulado da China em Houston, por supostas operações de espionagem e claro a China retaliou fechando o consulado dos EUA em Chengdu.

Note-se que o presidente Trump, que tem mostrado alguma afinidade pessoal com seu colega chinês, Xi Jinping, segundo o seu ex-conselheiro de segurança nacional, John Bolton terá dito a Xi que a construção de acampamentos para os uigures era “a coisa certa façam”. 

Entretanto a 23 de julho, na Biblioteca Presidencial de Nixon, na Califórnia, Mike Pompeo, secretário de Estado de Trump, concluiu uma série de quatro discursos que apresentam o regime chinês como a maior ameaça à liberdade e à democracia em todo o mundo e o  consultor de segurança nacional, Robert O’Brien, o diretor do FBI, Christopher Wray, e o procurador-geral William Barr e Pompeo defenderam que a China procurava exportar sua ideologia e “pensamento de controle” para além de suas fronteiras no regresso ao velho anticomunismo agora contra a RPChina rompendo com a linha Kissinger face a este país. 

Pompeo foi ao ponto de dizer que os EUA e seus aliados estão a pressionar a China a mudar para não correrem o risco de entregar  o século XXI à visão autoritária de Xi. “Se dobrarmos os joelhos agora, os filhos de nossos filhos podem estar à mercê do Partido Comunista Chinês”.

Não o citando nesses discursos Joe Biden e a campanha presidencial estão presentes com  a campanha de Trump a apresentar o candidato democrata como um  moderado quanto à RPChina.

Um alto funcionário do governo dos EUA diz que faz parte desta estratégia que as ações recentes definirão as relações China-EUA numa uma trajetória sem retorno independentemente de quem vencer em novembro. 

Os conselheiros de Biden argumentam que ele restaurará a autoridade moral chamando a China por violações dos direitos humanos e que ele pretende trabalhar com aliados para pressionar a China a mudar seu comportamento e que investirá para tornar os EUA num concorrente mais forte em áreas como 5g enquanto que Trump, enfraqueceu a posição dos EUA em relação à China nas três frentes, dando luz verde aos abusos dos direitos humanos, minando os aliados enquanto se aproximava dos ditadores e deixando as instituições e a infraestrutura dos Estados Unidos apodrecerem. 

“Somos mais fracos que a China por causa do presidente Trump”, diz Tony Blinken, consultor de Biden.

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