Home CPLP Do mar como Riqueza especifica! ( Antonio Costa e Silva dixit, 1)!

Do mar como Riqueza especifica! ( Antonio Costa e Silva dixit, 1)!

por Joffre Justino

“O Tratado de Tordesilhas foi aquele que teve maior impacto mundial, inclusive até ao dia de hoje, nunca houve nada assim tão global e permitiu a Portugal ter o exclusivo da zona mais desejada, das especiarias, durante 100 anos”. Essa conquista está relacionada com o “avançado conhecimento dos mares e do Atlântico por parte dos portugueses, bem superior aquele que os castelhanos tinham”.(in Tordesilhas faz 525 anos, Dinheiro Vivo, João Tomé)

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O mar perdeu-se assim nesse jogo de Cortes com os Filipes e com a derrota da Armada Invencível onde se foi boa parte do património militar marítimo português pelo que se deve à  dinastia filipina ou dinastia de Habsburgo (igualmente conhecida por terceira dinastia, ou  dinastia dos Áustrias) que reinou em Portugal durante o período de “união pessoal” entre este país e as Espanhas, enquanto  o Rei de Espanha era simultaneamente o Rei de Portugal.

Falar do mar em Portugal é também falar hoje de uma área  de domínios marítimos portugueses que ultrapassa os 3.800.000 quilómetros quadrados com  1.600.000 correspondem à Zona Económica Exclusiva, a terceira maior da Europa, e 2.150.000 à plataforma continental para lá das 200 milhas fazendo com que o  território marítimo seja 40 vezes superior ao terrestre.

Diz António Costa e Silva que “Quando olhamos para a bacia do Atlântico e para o seu renascimento comercial  e energético vemos que Portugal não é um país periférico” ( pág. 26), fazendo que um dos maiores recursos portugueses seja o geográfico, e do nosso ponto de vista o maior de todos seja o nosso espalhar pelo planeta, a nossa diáspora,  alargando até e em muito a área de utilização da Língua Portuguesa, como nós sempre assumimos com o Movimento CPLP Com Cidadania e com o Estrategizando enquanto media da CPLP e não de Portugal.

A estrita “pequenez” continental portuguesa tão cavaquista que foi, minimiza demasiado o potencial geo económico-politico não de Portugal mas sim do espaço da Língua Portuguesa no Mundo. 

E por outro lado a visão imperial colonial dos séculos XVII /   XIX que se sobrepôs à teocrática dos primeiros 70 anos da expansão,  conduziu a esta pequenina lógica primeira a imperial colonial que originou o25 de abril mas também a roturas no seio da comunidade de lingua portuguesa e ainda à pequenez cavaquista.

E neste percurso o mar perdeu-se à exceção de esotéricas visões como as de Fernando Pessoa e de uns tantos barquinhos de pesca!

Mas a estas limitações há que acrescentar a financeira e a de know-how ( com esta ultima em fase de ligeira recuperação) e estando no campo económico financeiro a maior limitação tornando a possível segunda aventura do Mar uma quase impossibilidade! 

E de novo se levanta face ao documento de Costa e Silva uma fragilidade – não são estudadas as potenciais alianças e os impactos de cada um dos caminhos que com cada aliança tipo acontecerão.

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