Home Economia Rebaixar o perfil do turista tipo de Portugal e do Algarve

Rebaixar o perfil do turista tipo de Portugal e do Algarve

por Joffre Justino

Nem para o Covid-19 há uma politica comum europeia e o caso do Reino Unido versus restantes paises da UE o mostra!

Aliás como é sabido os interesses da companhias aéreas mandam mais que a regra da defesa dos interesses europeus que deveriam ter obrigado a haver uma clarificação comum europeia face às medidas britânicas mas o facto da British Airways ser detentora da Iberia vale mais que uma politica comum!

Para Augusto Santos Silva as medidas britânicas não são totalmente eficazes e o governo português “não é partidário” da quarentena imposta no Reino Unido a quem chegue de Portugal. “Por razões simples e lógicas, basta pensar que hoje, quem fosse diretamente do aeroporto de Lisboa para Londres, seria sujeito a um dever de auto isolamento à chegada, mas se fizesse escala noutro aeroporto europeu, deixaria de ter esse dever”, nota o governante acentuando o que dizemos politica  comum europeia sobre o Turismo é pura fantasia 

Santos Silva garante que todos os esforços estão a ser feitos, tanto ao nível técnico e diplomático, como ao nível político com contactos bilaterais entre os dois governos mas da UE vem o espanhol silencio 

Este discurso otimista de Santos Silva feito sob a palavra de confiança. “A confiança é essencial nestas ocasiões. Nós confiamos na capacidade de decisão britânica, confiamos na transparência da informação que fornecemos e na credibilidade da informação, incluindo aquela visão de respeito à variação regional de incidência da pandemia, acreditamos nas razões que nos assistem e também acreditamos que todos nós deveremos ser humildes no enfrentamento da pandemia”, sinceramente não convence e sobretudo o que vemos é Portugal ser lançado sozinho à fera britânica !

Mas Santos Silva vai mais longe. Se antes se refere à humildade que o Reino Unido deve ter, sem dar nomes, critica também a postura de outros parceiros europeus. “É mais credível e merece mais confiança um país como Portugal – e outros países na UE há vários – em que não se passa, como que por milagre, de existir uma pandemia para não existir nada … As coisas acontecem como é suposto acontecerem”, vinca o ministro que acredita que toda esta história terá um desfecho positivo. “Todos os assuntos com que lido podem ter desfechos positivos, por isso é que trabalho neles”, diz Santos Silva sem se comprometer se será em breve. “Aqui o tempo é uma variável crítica”, nota.

“Queria dizer uma coisa porque também leio jornais e oiço os comentadores: julgo que a ninguém parecerá estranho que um ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal se bata pelos interesses de Portugal, é que é mesmo isso que jurei fazer quando tomei posse…”, conclui deixando uma farpa aos comentadores políticos nacionais.

O problema é que Santos Silva não se bate com o Reino Unido pois ele bate-se realmente contra os interesses fundidos de duas companhias aéreas adicionadas a uma das mais importantes regiões turísticas da UE -as Espanhas com um estado imperial e pouco dado nem a democracias nem a cedências pelo não se entende o apoio portugues à espanhola  Calviño no dito eurogrupo  essa poderosa inexistente instituição no seio da UE 

Assim em vez das famílias britânicas o Algarve terá de viver com a miudagem mal educada holandesa o que fará rebaixar mais que as receitas a marca turística portuguesa e algarvia pondo de rastos os recentes anos de recuperação da imagem lusa e algarvia 

Ora é sabido que se é complexo fazer crescer uma marca num contexto fortemente concorrencial pior é retomar o crescimento depois de uma brutal como a vivida não com o Covid-19 mas sim com a aceitação de qualquer tipo de cliente para superar a crise. 

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