Home Opinião QUANDO A ASTÚCIA É MAIOR DO QUE A MALDADE

QUANDO A ASTÚCIA É MAIOR DO QUE A MALDADE

por Paulo Martins

O vídeo da reunião ministerial do governo brasileiro, de 22/04/2020, cuja divulgação foi autorizada pelo STF, é uma peça astuciosa. 

Desde que soube dele, procurei me inteirar do que se tratava. Não por curiosidade ou pelo prazer da informação, é claro, mas por um dever de consciência. Já sabia que se tratava de um espetáculo asqueroso, que ouviria com imensa repugnância. Li primeiroas notícias de diversos portais e blogs e as newsletters que recebo regularmente de alguns jornais. Mas confesso que, em virtude de minha deficiência auditiva, só me inteirei completamente do seu conteúdo neste último fim de semana, lendo a transcrição na íntegra pela UOL.

Nada nele me surpreendeu: palavras de baixo calão, xingamentos, mentiras,desrespeito aos demais poderes, ameaças explícitas ao Estado de direito, propostas indecorosas, chantagem, oportunismo, enfim,um conjunto de expressões e raciocínios debaixíssimo nível gravitando do começo ao fim em torno de uma linha de força conspirativa. Não nego que a leitura me causou um profundo mal-estar. Tristeza, melancolia, náusea, sentimento de impotência e derevolta, tudo veio à tona de uma só vez, na crista dessa avalanche tenebrosa. Mas seexponho estas preliminares é para esclarecerpor que só agora me manifesto a respeito.

Desde já, fico com a impressão de que sofro mais do que as demais pessoas, vítima direta que fui da ditadura militar implantada de 1964 a 1985. Sofro porque enxergo nitidamente o que está por trás dessa trama, armada à revelia dos demais poderes da República. Sofro porque o fantasma da perseguição política, da violência, da tortura e da falta de liberdade está à soltanovamente, assombrando milhares de pessoas. Sofro por que já pressinto o inimigo batendo à minha porta, altas horas da noite. E sofro por que, a essa altura de minha vida, já entrando em sua última etapa, não guardo muitas forças para colocar a serviço de meus irmãos e irmãs, principalmente os mais jovens, que terão que resistir, sem dúvida, eque poderão sofrer mais do eu e outros milhares de pessoas, passando agora portudo quanto passamos outrora.

Todavia, nessas horas, temos a obrigação de ser fortes, de nos colocar diante do texto informativo como escritores que somos, como cientistas políticos que devemos ser, e não apenas como seres humanos chocados com a ignomínia de um governo que todos os dias emporcalha a nação. Pois é só isto que nos resta de honrado e de nobre, no final da vida, já que não mais podemos nos levantar em brados de guerra.

Temos, pois, que ter a devida frieza para entender os mais distantes rosnados dessa linguagem indecorosa do presidente e deseus asseclas. Não só aprofundar a análise semiótica das palavras obscenas, comotrazer à tona os seus propósitos mais sorrateiros. Estamos obrigados a demonstrar que esta linguagem asquerosa não mais surpreende ninguém, que seus valores abjetos estão expostos, que suas intenções genocidas não podem mais ser escondidas sob o manto de um falso patriotismo e de uma falsa religiosidade. Temos, enfim, que continuar desnudando o rei, todos os dias, todas as horas, todos os minutos, até mesmo por ser isso o mínimo que nós podemos fazer. Em especial os que estamos distantes da pátria.

Nesse aspecto, vale lembrar as sábias palavras do helenista baiano Ordep Serra, que fez uma síntese desse linguajar obscenousado pela linha de frente bolsonarista nessa famigerada reunião ministerial. Ele presenteou-nos com um texto lapidar,divulgados nas redes sociais, cujo trecho mais profundo tomo a liberdade de reproduzir, à guisa do raciocínio que ora adotamos, pelo seu alto valor intelectual, moral e político:

“Um dos sentidos do termo latino “obscenus” o relaciona com os signos do nefasto, com o hediondo e o nefando. As marcas do sinistro que oclui o sentido e corta a luz da esperança caracterizam o nefasto. É que na linguagem religiosa dos antigos o traço da abominação indica uma impureza que anula o kairós (a oportunidade do bem, da boa sorte). O nefando — também por natureza importuno — chama a desventura com sua impropriedade. Assim considerado, o obsceno tem a ver com o que há de mais destrutivo. Participa do “immundus”, como se diria em latim. Já nos esquecemos do vínculo originário que liga como opostos os nomes “mundo” e “imundo”. Importa recordá-lo. A “immunditie” é originaria e essencialmente uma ameaça caótica ao arranjo do cosmo, uma poluição funesta. No plano moral corresponde-lhe o que Hanna Arendt chamava de mentira organizada. Ela afeta brutalmente o universo político. O próprio da mentira organizada é desorganizar: desarranja a comunicação, ataca o conhecimento (inibe a vontade de saber, a vontade de verdade), infesta os valores e assim vicia o sistema das relações sociais. A impureza que ela produz constitui uma das formas fatais do obsceno. Um sintoma da sua presença destruidora no corpo social é a corrupção da linguagem, abuso em que pensadores como Elias Canetti e George Steiner, entre outros, viram um efeito cruel do fascismo. Creditaram ambos a essa brutal ideologia uma doença do verbo cujo agravamento ameaçava, segundo eles temiam, danificar-lhes o idioma. Dá-se que essa lepra da linguagem transcende a fala: contagia as práticas, falsifica os conceitos, perturba a interação social, afeta negativamente todo o campo dos valores. Uma de suas consequências é a destruição da dignidade.”

Esta acurada desconstrução da linguagem bolsonarista na reunião ministerial objeto de investigação judicial pelo STF abre caminho para chegarmos ao cerne da questão que hoje aflige a grande maioria da população brasileira, e que pode ser resumida numa pergunta chave: o que pretende Bolsonaro?

Antes de responder a esta pergunta, cumpre-nos o dever de ofício de traçar um quadro geral da reunião e de suas circunstâncias.

Foi uma ópera de horrores. O ministro Waintraub, por exemplo, procurou a todo tempo ser mais realista do que o rei. Destruir Brasília, por ser um “cancro”, “prender todos os vagabundos, a começar pelos ministros do STF”, foram duas de suas indecorosas propostas, já que nada de útil ou deconstrutivo pode ser expelido por sua boca suja. Parecia participar de uma reunião de gângsteres.  Para complementar sua imundície, ainda descarregou um monte de impropérios contra a República Popular da China, que desconhece completamente porque é ignorante, nos moldes do que o filho do chefe já o fizera. Presunçoso e obscuro, sua tônica foi a ameaça às instituições, aos demais poderes constituídos e ao povo. Falou espumando ódio. Quanta ignorância e soberba concentradas na cabeça de um único ser!

A ministra Damares, famigerada inventora da “Mamadeira de Piroca” que tantos danos já provocou à democracia brasileira, debochou à vontade dos quilombolas, indígenas e outras minorias, prometendo mexer em seus “valores”, manipulá-los como matéria bruta e moldá-los a seu bel prazer com as panaceias religiosas e autoritárias de sua ideologia nefasta. E não perdeu a oportunidade de investir caluniosamente contra governadores e prefeitos, prometendo agir contra eles por meio de sua pasta, chegando a propor, aos demais escalões, as suas prisões. Sua subserviência ao chefe foi de causar náuseaa um jumento.

O ministro Ricardo Salles bateu seu próprio recorde de incontinência verbal, de leviandade e de desserviço à pátria. Mostrou que continua empenhado na devastação de nosso patrimônio natural, em particular da Amazônia. Propôs desavergonhadamente que se devia aproveitar da desatenção dosoutros poderes e do povo, ora voltados para o combate à pandemia, para aprovar as medidas necessárias para destruir os instrumentos de defesa desse patrimônio,expressos em leis e regulamentos que ele jamais suportou e que quer revogar a qualquer preço. Tinham que “passar a boiada” enquanto o inimigo estava dormindo. É um predador frio, um canalha contumaz, que age nas sombras, na calada das noites, como os bandos de assassinos e narcotraficantes mais perigosos.

O ministro Paulo Guedes foi além de todos. Enfatizou a privatização do Banco do Brasil, um dos últimos patrimônios públicos do país, indispensável à sua economia e ao seu progresso e expressão grandiosa de sua soberania. Depois enveredou por sua tediosa ignorância, desaconselhando investimento nos pequenos negócios e empresas, por darem prejuízo, e sua concentração nas grandes corporações e bancos, quando se sabe, no mundo inteiro, que os pequenos negócios são os mais férteis e ágeis para incrementar a economia, sobretudo por sua capacidade de gerar empregos. Não contente, estendeu-se em autoelogios, assumindo-se como salvador da pátria, quando, na verdade, está liquidando o país: é o grande artífice do desemprego e patrocinador da queda do PIB; todos sabem que ele é o pior inimigo público do Brasil, manipulador de mentiras e de finanças, cúmplice e beneficiário de uma minoria de potentados. Teve o desplante de se julgar o autor da ajuda aos mais necessitadosdurante a pandemia, quando se sabe que se opôs a ela, por considerá-la elevada, preferindo, em vez dos 600 reias aprovados pelo Congresso, a ridícula quantia de 200 reais, que hoje fala em transformar em empréstimo. Seu modelo de sucesso é o ditador sanguinário Augusto Pinochet. Num narcisismo de dar inveja a um espelho falou da recuperação econômica do Chile sob Pinochet como uma das maiores realizações no mundo da economia, e que ele agora iria incrementar. Zombou dos nossos sofridosirmãos chilenos. Deixou claro, desse modo, seu apoia ao fechamento do país, pois o Chile não teria “dado certo” sem a ditadura. A economia fascista é tributária da política fascista. Uma depende da outra. As duas precisam caminhar juntas. É a visão do grande canalha!

A esses horrores, ouviram calados os ministros militares, que tiveram participação pouco expressiva. Quanto a Moro, calou a boca quando o energúmeno falou de intervenção na Polícia Federal. Se fosse honrado, o teria contestado nesse momento. Se não o fez, coonestou tudo. E vendeu a honra, como já o fizera outras vezes.

Nas suas diversas falas, Bolsonaro deixou claro que estava ali para exigir apoio incondicional de seus auxiliares. Quem não topasse, podia pegar o chapéu. Só ele mandava. Os outros obedeciam. Essa era a regra, como é a de todas as ditaduras. O poder era ele, o resto era balela. Que não lhe viessem com conversa fiada. Diante do aperto, o resultado foi uma ciranda de subjugados e de humilhados.

Um dos itens impostos à reunião foi a segurança pessoal de Bolsonaro e de sua família. Tal pauta, jamais ventilada antes, só foi adotada no transcurso do evento. Num trâmite normal, poderia até ser bem avaliada, não fosse a tentativa descarada do energúmeno de se auto blindar ante asinvestigações pela PF e procuradorias deseus filhos numerados, todos reconhecidos criminosos. Criou-se aí uma situação deplorável, um verdadeiro vexame, indigno de um representante do mais baixo escalão do governo, quem diria de um ministro de Estado. Em vez deles demonstrarem algum interesse no combate à pandemia, pautanatural, urgente e inadiável, preferiram se comportar como fiéis bolsonazistas, dizendo amém a tudo. O mesmo Ordep Serra, a quem nos referimos acima, resumiu com propriedade esta cena horripilante:

“Desde o momento em que seu mesquinho chefe lhes impôs esta pauta ilegítima e eles a aceitaram, todos os presentes à dita reunião deixaram de ser titulares de seus elevados cargos para converter-se em simples áulicos, meros lacaios desqualificados, prontos a ouvir humildemente desaforos e pornéias. Foi algo como uma renúncia coletiva à dignidade.”(Grifo meu).

Não escapou sequer uma defesa demagógica e subliminar do povo, como artífices de uma liberdade inversa. Os palavrões tinham endereço certo: deviam demonstrar dureza de propósitos, rigor para com que as supostas mazelas do país, coragem e disposição de lutar em prol do fascismo; porque o país não estava fácil e os comunistas continuavam a desenvolver seus planos subversivos. O ataque à imprensa e aos demais poderes da República, assim como aos prefeitos e governadores ─ a maioria “corruptos” e “subversivos” ─ tinha um papel proeminente. Tudo acobertado pelamentira em cima da liberdade de expressão.“É o enredo completo do plano extremista de destruição do que resta do país”, resumiu o Intercept.

Como se pode ver, todos se lixaram para a grave situação do país. O interesse primordial estava concentrado em aproveitaro momento grave em que as atenções do povo estavam voltadas para a pandemia,para tratarem dos interesses políticos do grupo: o desmonte do país, as mudanças nas suas leis básicas, a maldosa gestão da economia, a manipulação da sociedade e o “armamento do povo”. Estas eram as suas prioridades!

Tudo isso aconteceu enquanto a pandemia subia a ladeira e ganhava impulso, numa velocidade preocupante até para os organismos internacionais de saúde, equando centenas de vidas eram ceifadas diariamente. Médicos, enfermeiras e todos osdemais profissionais da área de saúde, desde os que se dedicam à administração e à limpeza até os que transportam doentes e mortos, mal equipados e às vezes abandonados à própria sorte, sofriam nos hospitais e enfermarias superlotados, muitos deles acabando como vítimas fatais. Cientistas e pesquisadores em busca de soluções práticas, medicações e vacinas perdiam noites em cima de noites debruçados em seus afazeres humanistas.Enquanto isso, nesse clima de tenebrosa calamidade, a indecência, o escárnio, o desrespeito, a arrogância, o ultraje tomavacorpo, para pasmo do mundo inteiro, que assistiu estarrecido à formação ascendente do novo pária internacional. Enquanto a população fugia desesperadamente do contágio e da morte, eles xingavam, blasfemavam, desprezavam, ameaçavam,vociferavam, numa desumanidade explícita e dirigida.

Diante do vale de lágrimas em que o país se transformou, seria obrigatório, sob as penas da lei, que a reunião ministerial tomasse como pauta prioritária a terrível pandemia que desafia a nossa própria vida. Medidas coordenadas com os demais poderes e governos estaduais eram necessárias e inadiáveis, demandando um esforço concentrado do poder central. A realidade implorava um planejamento estratégico, em todos os terrenos, da economia à saúde, convergindo a atenção de todas as pastas no combate ao inimigo invisível. À parte as divergências de avaliação sobre o andamento da pandemia, ainda havia tempo para uma reavaliação da situação, já que nada antes fora feito, e para a tomada demedidas urgentes, visando a diminuir o morticínio. Mas não foi nada disso o que aconteceu, pelo contrário.

Nunca o país assistiu a tamanho descaso pelo ser humano. O terrível sofrimento da população passou em brancas nuvens; nemuma palavra de condolência, nenhuma frase que expressasse um sentimento de respeito e de solidariedade aos enlutados; nenhum gesto de conforto aos milhares de famílias que perderam seus entes queridos para a covid-19 sem sequer poderem prestar-lhes as suas últimas homenagens fúnebres. Falou-se de “oportunidade”, de “tranquilidade”, de “paz” e de “liberdade” como se o país nadasse em ouro e atravessasse a situação mais normal e auspiciosa de sua história, beirando o “nirvana”; quando na verdade estava profundamente enfermo e sem ter quem dele cuidasse. Cada um dos ministros se esforçou mais do que o outro no apoio ao desplante, ao descaso, às blasfêmias que regurgitavam como lava podre da boca do seu chefe.

Essa tropa de malfeitores descobriu, no entanto, que tudo isso foi ótimo, que o resultado, no final das contas, vai uni-los ainda mais e fortalecer o apoio do povo aos seus projetos genocidas. Quem diria que tal fosse possível!? Para se ter uma ideia do que isso significa, citemos uma declaração de um bolsonazista nas redes sociais, que circulou pela imprensa nos últimos dias: “Eu sempre fui 100 por cento Bolsonaro. Agora sou 1000.”

Logo o teor do vídeo se tornou público, Bolsonaro declarou que podia tê-lo destruído, mas que preferiu não o fazer. Por que razão seria tão enfático e ligeiro nessa determinação?

Não resta dúvida de que o vídeo poderia jogar um papel positivo em seu projeto de poder, em seu sonho nazista, revertendo a imagem negativa que a imprensa vinha passando à opinião pública. Digo nazista porque nunca usei outro termo para designar o que ele vem implementando no Brasil desde o início de sua carreira: o sonho dourado da implantação de uma ditadura de extrema direita, nos moldes hitleristas. 

O vídeo logo foi ofertado como combustívelaos seus apoiadores. E gerou desdobramentos que colocaram em evidência as intenções mais vis do PR. Diante da suposta ameaça de apreensão do seu celular para ser investigado dentro do processo aberto com a demissão de Moro, ele se levantou mais uma vez, ferozmente, contra o STF, jurando que em nenhuma hipótese entregaria seu aparelho. Como se sabe, não houve, pelo menos ainda, nenhuma tentativa nesse sentido. O que houve foi um encaminhamento do ministro Celso de Mello, em decisão meramente burocrática, para a PGR analisar o pedido de um partido político nesse sentido. Mas isso foi o suficiente para que o general Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, raposa velha e suporte militar do governo, soltasse uma nota pesada contra o STF. Logo em seguida, 93 oficiais da reserva, da mesma turma dele naAcademia das Agulhas Negras, a pretexto de prestar-lhe solidariedade divulgaram uma nota mais violenta ainda, fazendo ameaças inconcebíveis e insanas, inclusive de guerra civil. E ontem foi a vez do Clube Naval fazer o mesmo. Não é difícil enxergar em tudo o dedo podre de Bolsonaro.

Lembremos que Collor caiu por muito menos. Dilma, da mesma forma. Ameaças explícitasà legalidade institucional mereceriam medidas à altura por parte das autoridades judiciais e legislativas. E por que não são tomadas, com a devida agilidade? Acontece que, dessa vez, todos estão com o rabo entre as pernas. O país está submetido a uma camisa de força. Diariamenteimaginamos a espada de Dâmocles despencando sobre nossas cabeças. Quem se opuser às regras bolsonazistas pode pagar caro. Que todos pensem bem com seus botões. É melhor baixarem a cabeça.

Enfim, Bolsonaro sai desse imbróglio como grande vencedor, embora não se possa menosprezar suas defecções. Elevou a sua autoridade e o seu poder de fogo. Se Moro sair vencedor na investigação criminal conduzida pelo STF, Bolsonaro dirá que foi vítima de perseguição dos “esquerdistas” que são “maioria” naquela casa, como se ela não passasse de um antro de corruptos sem nenhum interesse na justiça. Nesse caso,encontrará argumentos para agir contra o STF, quem sabe fazendo o que o ministro Waintraub aconselhou: prendendo todos os seus membros. Se Moro sair perdedor, Bolsonaro capitalizará sua vitória até o extremo, mobilizando e, quem sabe então,armando o seu rebanho, sob o argumento de complementar a justiça.

Agora, todos eles estão preocupados em divulgar o espírito demoníaco da reunião, o ranço satânico que inevitavelmente vaientorpecer uma parcela considerável da população.

A história é esta. Explica por que Bolsonaro foi tão enfático e ligeiro na determinação de não destruir o vídeo. Neste episódio, a astúcia conseguiu ser maior do que a maldade.

​Paulo Martins

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