Home Opinião No avião sim quando devia ser não … mas os lobbies …

No avião sim quando devia ser não … mas os lobbies …

por Joffre Justino

A ministra da Saúde não foi suficientemente transparente ao limitar-se a distinguir este sábado a decisão do regulador europeu, que autoriza a lotação completa dos aviões, das normas nacionais defendidas para os espaços culturais, para justificar as discrepâncias de regras, pois havia que dizer que se ha ambiente propicio para espalhar o Covid-29 é mesmo o ambiente do avião sobretudo se todos viajarem em “tudo ao molho e fé em Deus” 

“A origem das normas é distinta. As recomendações para os aviões não são nacionais, mas da agência europeia e aquilo que recomendam são a manutenção de cautelas, e as transportadoras aéreas estão ainda a ponderar como vão conseguir cumprir essas recomendações”, afirmou Marta Temido na habitual conferência de imprensa sobre o Covid-19 em Portugal.

O Governo anunciou na quinta-feira que os aviões deixam de ter lotação de passageiros reduzida, de dois terços, a partir de 01 de junho, e que o uso de “máscara comunitária é obrigatório” o que merece o nosso protesto digamos até indignação face aos lobbies europeus dos interesses economicos

Para ministra, “coisa diferente são as regras que estão a ser articuladas com o ministério da Cultura para cinemas, espetáculos e teatro, e que são das entidades nacionais”, que merece o nosso acordo.

Sobre este tema a diretora-geral da Saúde acrescentou que o regulador europeu continua a recomendar que “existam medidas de distanciamento entre as pessoas, quer nos aeroportos quer dentro das aeronaves, mas deixa ao critério das transportadoras a questão da lotação dos aviões”, recordando a obrigatoriedade do uso de máscaras.

Graça Freitas já tinha dito que os protocolos que permitem que os aviões deixem de ter lotação de passageiros reduzida não são infalíveis, mas que risco foi ponderado o que é dizer demasiado pouco 

Uma coisa são orientações do regulador internacional e alguma flexibilidade para as companhias adotarem as medidas em função de uma avaliação do risco, outra coisa são as medidas de aplicação, nacionais, também tomadas em função da avaliação do risco. Há protocolos rígidos no embarque e dentro dos aviões. São ambientes diferentes. São situações que têm de ser vistas caso a caso e estamos certos de que o regulador pesou as circunstâncias especificas de um voo” atitude que rejeitamos 

O Governo determinou a reabertura de cinemas, teatros, auditórios e salas de espetáculos (com lugares marcados, lotação reduzida e distanciamento físico) a partir de 01 de junho, aguardando-se ainda a definição das regras e orientações finais, depois de ouvidas entidades do setor e a Direção-Geral da Saúde.

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