Home Opinião Grupos evangélicos pedem cassação do presidente e vice

Grupos evangélicos pedem cassação do presidente e vice

por Silvio Reis

Um manifesto assinado por 35 organizações evangélicas propôs a cassação do presidente Bolsonaro e do vice Mourão. A sugestão é que o Tribunal Superior Eleitoral assuma de imediato e temporariamente o comando do país.

No mesmo dia em que o manifesto ganhou repercussão na imprensa, em 21.05, o Tribunal Regional Federal (TRF1) suspendeu a nomeação do pastor e bolsonarista Ricardo Lopes Dias, que assumiu em fevereiro deste ano a chefia da Coordenação-Geral de Proteção a Índios Isolados.

Foi necessário alterar o regime interno da Funai (Fundação Nacional do Índio) para que alguém fora da administração pública assumisse a coordenação.  Com doutorado em Ciência Sociais, Ricardo foi missionário da Missão Novas Tribos do Brasil, que realiza um processo de evangelização de povos indígenas na região Amazônica e outras regiões.

O manifesto intitulado  “O governante sem discernimento aumenta as opressões – Um clamor de fé pelo Brasil” repudia o comportamento de Bolsonaro na pandemia do coronavírus, entre outras atitudes antitéticas. “A preservação de vidas e da democracia exigem ação imediata” é uma das justificativas para cassar o presidente.  
 
Diferentemente de evangélicos bolsonaristas que querem a reabertura de espaços religiosos, as 35 organizações e grupos parceiros são favoráveis ao isolamento social e contrários a promoção de cultos presenciais.

Imagem destaque:  Bolsonaro, no evento Marcha para Jesus,  fez o sinal de arma com a mão (Foto: Paulo Guereta / Agência Estado)

Silvio Reis, jornalista brasileiro

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