Home Opinião Brasil está sem ministro da Saúde e gestor cultural (mas com cloroquina)

Brasil está sem ministro da Saúde e gestor cultural (mas com cloroquina)

por Silvio Reis

A atriz Regina Duarte deixou a Secretaria Especial de Cultura na manhã de 20.05. Foi uma mera figurante no pouco tempo em que ficou no cargo. Nem chegou a  ser coadjuvante. Não realizou nenhuma ação cultural esperada por uma secretaria especial. A pandemia possibilita muitas inovações nessa área. Ela preferiu fazer postagens inconsequentes e enaltecer o nazismo, em entrevista à CNN.

Regina apresentou uma justificativa ridícula para sair de Brasília: sentia saudades da família, que mora em São Paulo. Em tempos de pandemia do coronavírus, pessoas conscientes nem visitam familiares. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, mora em São Paulo e criou uma central do ministério no prédio da Anvisa.

A ex-secretária aceitou um cargo na Cinemateca, em São Paulo, que passa por uma grave crise de credibilidade e falta de dinheiro.

No período da pandemia, dois ministros da saúde e um ministro da Justiça abandonaram o governo. A Secretaria especial de Cultura é apenas mais uma.  Enquanto isso, o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, que está há cinco dias no cargo, já nomeou nove militares para cargos estratégicos no ministério.

Hoje, além da saída da secretária de Cultura, o presidente Bolsonaro anuncia um novo protocolo para o uso da cloroquina no tratamento da covid-19.

Silvio Reis, jornalista brasileiro

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