Home Opinião Almaraz – não basta de acidentes, sanitário e ou nucleares?

Almaraz – não basta de acidentes, sanitário e ou nucleares?

por Joffre Justino

Chernobyl, Fukushima I, e querem mais, ainda depois do Covid-19, (?), eis a pergunta se coloca. 

Parece que sim que o obsoleto lixo nuclear que se chama Central nuclear de Almaraz não pode simplesmente parar de funcionar e Portugal não pode ir mais longe que pedir que a extensão de funcionamento da central nuclear espanhola de Almaraz seja sujeita a uma avaliação de impacto ambiental?

Numa circunstância que não afeta nem somente nem prioritariamente as Espanhas pode a lei das Espanhas não obrigar a uma avaliação de impacto ambiental pode o Estado das Espanhas manter o que se sabe seg lixo nuclear obsoleto ?

Como de costume as afirmações do ministro do Ambiente portugues sabem a demasiado pouco.

Numa  audição na Comissão Parlamentar de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território, João Pedro Matos Fernandes, afirmou que “o Governo entende que o prolongamento da licença deve ser sujeito a uma avaliação de impacto ambiental” perante um parecer emitido no início do mês, do Conselho de Segurança Nuclear de Espanha que deu “parecer técnico positivo e condicionado” para prolongar o funcionamento de um dos reatores de Almaraz até 2027 e outro até 2028 tudo escabrosamente abusivo! 

O erro de casting que é Matos Fernandes que se recusa a aprender com Chernobyl e Fukushima I, limita-se quer à diretiva europeia sobre energia nuclear quer à lei espanhola só exigem avaliação e impacto ambiental no caso de ampliações de centrais, não de extensões de funcionamento pondo em causa direitos individuais dos residentes na envolvencia do rio Tejo!

“Parece-me mesmo que tem que haver uma avaliação de impacto ambiental e foi pedido que fossem ponderados os impactos transfronteiriços” da extensão através de uma avaliação preliminar designada como ‘screening’ em que estejam envolvidas as autoridades portuguesas, declarou.

A social-democrata Filipa Roseta considerou que houve um “falhanço da diplomacia portuguesa” em relação à central nuclear de Almaraz, onde se registaram “69 incidentes na última década”.

Frisando que Almaraz está “mais perto de Castelo Branco do que de Madrid”, a deputada apontou “o ziguezague do Governo [português], a ausência de estratégia e de preocupação com as populações”.

O deputado do Bloco de Esquerda Nelson Peralta afirmou que “Portugal deve exigir o encerramento atempado de Almaraz”, considerando que a central é “obsoleta” e que estando “a 100 quilómetros da fronteira” e utilizando água do Tejo nos seus sistemas de refrigeração, um eventual acidente naquela instalação “não só coloca em risco populações em Espanha como 800 mil pessoas em Portugal.

A comunista Alma Rivera exigiu que o Governo faça valer “o interesse de Portugal” e defendeu a existência de uma estratégia ibérica para enfrentar possíveis acidentes e a monitorização das águas do Tejo.

APN // HB

Lusa/Estrategizando 

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