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5 de maio Dia Internacional da Lingua Portuguesa

por Joffre Justino

O Museu da Língua Portuguesa, na cidade São Paulo, Brasil, vai comemorar o Dia Internacional da Língua Portuguesa com três dias de programação virtual, em que participam autores e artistas como Kalaf Epalanga e o projeto Fado Bicha.

Esta instituição tutelada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do estado de São Paulo, destacou que os eventos acontecem entre os dias 03 e 05 de maio e contarão com uma série de atrações musicais, apresentações de literatura, e de poesia falada, conhecida pelo termo ‘slam’, de relatos de histórias, realização de oficinas, ‘bate-papos’, performances e claro a programação será virtual, dadas as medidas de isolamento social requeridas pelo combate à pandemia da covid-19.

A programação será transmitida na plataforma YouTube e na página da rede social Facebook do Museu da Língua Portuguesa, a partir das 15:00 (19:00 em Lisboa) de domingo, dia 03 de maio, e decorrerá até terça-feira, dia 05 sendo a quarta edição da comemoração pelo Dia Internacional da Língua Portuguesa, que nos anos anteriores foi realizada no saguão da Estação da Luz, já que o museu está fechado para obras, após as suas instalações terem sido destruídas por um incêndio, em dezembro de 2015.

Em 2020 os organizadores vão internacionalizar as comemorações, perante a pluralidade do idioma na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que instituiu o Dia Internacional da Língua Portuguesa no dia 05 de maio.

Entre as atrações da programação conta-se a dupla portuguesa Fado Bicha, que modernizou as estruturas do tradicional fado em Portugal (domingo, dia 3), o encontro “Poesia na língua do slam”, apresentado pela investigadora e produtora cultural Roberta Estrela D´Alva, com participação de poetas do Brasil, Cabo Verde e Portugal (terça-feira, dia 05).

Ao longo destes dias, também acontecem transmissões ao vivo em Conexão Musical, com a ‘discotecagem’ do escritor e músico angolano Kalaf Epalanga, da cantora moçambicana Lenna Bahule e do músico de Cabo Verde Hélio Ramalho, com a interlocução do investigador brasileiro Rafael Galante.

O público, ainda segundo a programação, vai ser transportado para dentro do Museu da Língua Portuguesa, na ‘performance’ “Silêncio”, a realizar na terça-feira, em que o bailarino Eduardo Fukushima apresenta uma coreografia gravada dentro das instalações do museu, completamente vazio e em silêncio.

A celebração do Dia Internacional da Língua Portuguesa é organizada pelo Governo do Estado de São Paulo, a Fundação Roberto Marinho e o Museu da Língua Portuguesa, e tem como patrocinador a EDP, com o Grupo Globo, Grupo Itaú e Sabesp, contando ainda com o apoio de Fundação Calouste Gulbenkian, ID Brasil, Revista Pessoa, Festlip e do Governo Federal, por meio da lei federal de incentivo à cultura.

E para começar as Comemorações do Dia Internacional da Lingua Portuguesa deixamo-vos um video apontamento sobre Camilo Castelo Branco 

Mas por estarmos com Camilo Castelo Branco nada como o recordamos entre a sua polémica atitude face à vida vá de o colocar nos confrontos da Revolução da Maria de Fonte onde além de participar nada como escrever sobre o tema o Maria da Fonte ..   e deixamo-vos o Hino da Maria da Fonte, composto em 1846 por Paulo Midosi

“Foi a Maria da Fonte a personificação fantástica de uma coletividade de amazonas de tamancos, ou realmente existiu, em corpo e foice roçadoura, uma virago revolucionária com aquele nome e apelido? É o que vamos esmiuçar.” ( Camilo Castelo Branco)

“Maria da Fonte” Vitorino – Comemorações do 25 de Abril

Viva a Maria da Fonte

Com as pistolas na mão

Para matar os cabrais

Que são falsos à nação 

É avante Portugueses

É avante não temer

Pela santa Liberdade

Triunfar ou perecer 

É avante Portugueses

É avante não temer

Pela santa Liberdade

Triunfar ou perecer 

Viva a Maria da Fonte

A cavalo e sem cair

Com as pistolas à cinta

A tocar a reunir 

É avante Portugueses

É avante não temer

Pela santa Liberdade

Triunfar ou perecer 

Lá raiou a liberdade

Que a nação há-de aditar

Glória ao Minho que primeiro

O seu grito fez soar

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