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As possiveis ondas más do Covid-19

por Joffre Justino

Só podemos concordar com o presidente do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, INSA, que entende que o combate à covid-19 trouxe várias lições, sobretudo o não se poder facilitar porque pode acontecer “uma onda muito pior”, como disse à Lusa! 

“Não podemos facilitar porque isto tem ondas e pode acontecer uma onda muito pior, porque é aquilo que se diz: basta levantar um bocadinho o pé da mola, a mola volta a disparar”, diz Fernando Almeida, que lembra que a doença covid-19, se propaga com “muita facilidade” e mais grave se sabe pouco sobre ele.

Fernando Almeida acha que dada a pandemia de covid-19 houve uma mudança de comportamentos da população que, se vão manter o que na verdade nos permitimos duvidar.

“Os nossos comportamentos daqui para o futuro jamais serão os mesmos, mas não é para agora, um ou dois anos ou três anos, jamais serão os mesmos”. 

Assim antes do mais, “o primeiro ensinamento” retirado da pandemia é que “nunca aconteceu o que está a acontecer”.

“Todos nós pensamos que a SARS (doença respiratória aguda também provocada por um coronavírus que deu origem a uma epidemia em 2003) foi uma coisa que aconteceu há muito tempo, a gripe A aconteceu mas não teve nada deste efeito” causado pela covid-19, que além de ter um “impacto muito grande” é uma doença sobre a qual “ainda se sabe muito pouco … os estudos que aparecem são muito contraditórios” em termos de tempo de incubação, de segurança e de imunidade. 

“Se dá muita imunidade, se a imunidade é duradoura, ainda se sabe muito pouco, porque a ciência ainda não é suficientemente robusta para tirarmos conclusões muito concretas”.

“Há uma lição que nós temos que aprender é que nunca mais isto vai ser igual, os nossos hábitos, as nossas opções estão mudadas totalmente e vão ser mudadas totalmente”, afirmação diga-se genérica e perigosa como foram muitas das feitas ao tempo do inicio da Sida 

A Organização Mundial de Saúde sempre mencionou que ciclicamente vão aparecendo este tipo de doenças, a maior parte delas ligadas a alterações virais.

“Até diziam que ia haver uma doença, que não sabiam bem qual era, que era a doença X. Ora bem, aqui está ela. Quando todos nós esperávamos que era uma coisa que iria ficar confinada num país, ela está cá e com este impacto, que não é só um impacto na vida das pessoas, em todos os aspetos, mas também impacto da economia do país e de todos os países”, o que de facto desde 31.12.2019 que se constataria que nesta globalização feita dd economias abertas e interdependentes nunca se quedaria num unico país ( enfim para os Estrategistas era obvio que nao!) 

Fernando Almeida, assume um segundo ensinamento: “não vale a pena dizermos que só acontece aos outros. Não, também nos acontece a nós e temos que estar sempre preparados para o pior, esperando que aconteça o melhor”.

“Portugal teve a vantagem de perceber o que se estava a passar em outros países, como Itália, Espanha e França, e de se preparar com algum tempo”, mais um erro pois na verdade o que houve foi sim o aceitar seguir-se a OMSaude que rápido emendou a mão e viu a globalização aberta a dar resultados negativos ! 

Mas é verdade que “As decisões que foram tomadas são, e foram, fundamentais para que esta epidemia, sobretudo a pandemia em Portugal, não atingisse aquilo que era expectável por aquele crescimento exponencial dos quadros … Foi necessário tomar estas medidas porque não sabíamos exatamente quais seriam as mais eficazes na contenção e não havia tempo”.

Sobre o fim do estado de emergência em 02 de maio e a abertura gradual da atividade, o epidemiologista defende terá de ser “feita cirurgicamente, começando por determinados setores” errando pois o importante serã olhar para as regiões e não os setores! 

“Façam-no de forma gradual, desenvolvam sistemas de vigilância que permitam perceber qual foi o impacto do levantamento de cada uma destas medidas, assegurando que as pessoas têm que ter comportamentos diferentes daqueles que tinham antes da epidemia”, apela Baltazar Nunes. 

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