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Guterres, a ONU e a OMS

por Nardia M

O secretário-geral da ONU afirmou que a pandemia da covid-19 é um dos desafios mais perigosos já enfrentados pelo mundo e lembrou que a doença é uma crise humanitária com severas consequências de saúde e socioeconômicas.

Em nota, emitida nesta quarta-feira, o lider da ONU elogiou milhares de servidores da agência que apoiam os países-membros da organização e ajudam a salvar vidas enquanto lutam contra o vírus.

O secretário-geral pronunciou-se após as declarações de um Estado-membro da ONU, os EUA, sobre uma possível suspensão do financiamento à Organização Mundial da Saúde, OMS, por causa da resposta da agência à pandemia.

Guterres recordou a OMS foi vital para combater o ebola na República Democrática do Congo e lembrou que o novo coronavírus não tem precedente relevando que “em tais condições, é possível que os mesmos fatos tenham diferentes leituras por diferentes entidades.”

Para o chefe da ONU, chegará o momento de analisar a origem da doença de como ela se alastrou pelo mundo, e que esta não é a hora de fazê-lo pois agora é momento para união, e para a comunidade internacional cooperar em solidariedade com o objetivo de conter o vírus e suas consequências arrasadoras.

Em Genebra, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, lembrou que este 9 de abril marca 100 dias do anúncio dos primeiros casos da covid-19 e que inicialmente o vírus era conhecido como uma espécie de influenza com sintomas de pneumonia.

Tedros disse ser incrível como o mundo mudou nesses três meses. 

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Ele lembrou a ação rápida da OMS na resposta ao surto e disse que a agência continuará comprometida a salvar vidas e numa narrativa cronológica, o chefe da OMS contou que todos os países-membros da agência foram notificados imediatamente em 5 de janeiro sobre o surto.

Recordou que assim que a China, onde a doença surgiu, confirmou casos de transmissão entre seres humanos, a OMS informou a todos. E ressaltou que a agência dá informações diárias à imprensa para informar ao público em geral com dados e evidências científicas e agradeceu aos países e aos doadores que prometeram US$ 800 milhões para combater a doença.

A OMS está fazendo parcerias com a indústria criativa e com empresas de redes sociais para chegar a mais pessoas.

A agência mantém sua cooperação com os países-membros para troca de informações.

E já enviou mais de 1 milhão de testes para 126 países.

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