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Primeiro-ministro moçambicano admite que tráfico de drogas é uma ameaça ao país

por LUSA Estrategizando

O primeiro-ministro moçambicano, Carlos Agostinho do Rosário, disse hoje que o tráfico de drogas é uma ameaça à economia e à segurança de Moçambique, considerando serem necessárias ações multissetoriais para travar o crime.

“O tráfico de droga e as suas conexões com o crime organizado constituem uma ameaça à economia e à segurança nacional, pondo em causa todo o sistema económico, financeiro e legal do nosso país”, disse Carlos Agostinho do Rosário.

O primeiro-ministro moçambicano falava durante a cerimónia de tomada de posse da nova diretora-geral do Gabinete Central de Prevenção e Combate à Droga, Filomena Chitsonzo, em Maputo.

Segundo o governante, o executivo tem privilegiado uma “abordagem de uma coordenação multissetorial” para travar o problema, aproveitando-se da presença de Moçambique nos diferentes fóruns, com destaque para as Nações Unidas, União Africana, Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“Exortamos os atores políticos, confissões religiosas, sociedade civil, incluindo os núcleos familiares, a serem proativos na implementação de ações de prevenção e combate ao tráfico, venda e consumo de drogas”, declarou.

À nova diretora-geral do Gabinete Central de Prevenção e Combate à Droga, o primeiro-ministro moçambicano pediu que revitalize o organismo, privilegiando o profissionalismo e transparência.

“O sucesso do seu trabalho exigirá de si uma forte liderança na coordenação da instituição que passa a dirigir, tendo em conta a sua natureza multissetorial”, frisou o primeiro-ministro moçambicano.

Em setembro do ano passado, o Gabinete das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC) alertou que Moçambique se tornou um corredor de grandes volumes de substâncias ilícitas, principalmente heroína, defendendo uma maior cooperação internacional para a prevenção desse mal.

“Após a melhoria das capacidades de aplicação da lei marítima pela vizinha Tanzânia e no Quénia, apreensões recentes sugerem que um grande volume de produtos ilícitos está a ser agora traficado por Moçambique”, declarou, na altura, César Guedes, representante do UNODC no país.

EYAC // JH

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