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Uderzo, Goscinny, Asterix e Obelix

por Joffre Justino

Morreu um dos que marcou a minha juventude, até porque tive a oportunidade de o ler à custa de um camarada de cela, em Caxias, presos políticos os dois. 

O desenhador Albert Uderzo, um dos criadores com René Goscinny de Asterix, o Gaulês, morreu hoje, aos 92 anos, uma bela idade!

“Albert Uderzo morreu em sua casa, em Neuilly, de um ataque cardíaco, não relacionado com a covid-19”, disse Bernard de Choisy, genro do desenhador, à France Presse. “Estava muito cansado, desde há várias semanas”.

Quem viveu como ele há sempre o tempo do encerramento deste tempo a três dimensões e a sua morte foi confirmada por Aymar du Chatenet, presidente do Instituto René Goscinny e pela sua antiga editora Dargaud.

Com menos anos de vida, 60 anos, a criação de Astérix, viu serem vendidas 380 milhões de cópias dos álbuns de aventuras dos “irredutíveis gauleses”, em 111 idiomas, incluindo a língua mirandesa.

A obra de Uderzo viveu entre filmes, desenhos animados, parques de diversões, brinquedos ou jogos de vídeo, entre outros.

Uderzo criou com o seu amigo Goscinny, que morreu em 1977, um mito conhecido por todos os franceses e um pouco por todo o mundo esse quase anti imperialista mas demasiado gaulês que nos levou a viajar do Egito ao quase chá, depois chá, na Inglaterra.

Reformado viu os últimos álbuns das aventuras de Astérix e do seu camarada Obélix serem compostos por outros artistas, fiéis ao estilo e ao traço do artista.

“As pessoas não me reconhecem na rua. Eu poderia passar por trás de um cartaz sem o descolar. As personagens podem tornar-se mitos, mas nós, os seus pais, não”, disse o coinventor do rival mundial de Tintin e Mickey.

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