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…E o encerramento das fronteiras…

por Joffre Justino

Neste março  foi criada uma equipa oficial da Comissão Europeia de resposta à Covid-19, com cinco comissários centrados em pilares,  como a mobilidade (transportes, viagens e questões relacionadas com o espaço Schengen) e por ela a Comissão Europeia tem proposto aos Estados-membros que procedam a rastreios de saúde nas fronteiras, como alternativa ao encerramento, apelando aos 27 países para evitarem medidas unilaterais. 

No entanto, UE fora surgem noticias de países que decidiram fechar as suas fronteiras, argumentando com  o risco de “ameaça para a saúde pública”, numa tentativa de conter a propagação da pandemia de Covid-19.

A seguir ao cancelamento dos voos, internos e internacionais surge o encerramento das fronteiras terrestres e marítimas com os países que nos rodeiam apesar da opiniao contrária tambem da Organização Mundial de Saúde (OMS), que defende que a proibição generalizada das viagens não é a medida mais adequada para conter o novo coronavírus.

Na Europa, a Alemanha, ( direita) o Chipre, ( direita) a Dinamarca, (direita) a Eslováquia, ( direita) a Estónia, ( direita) a Letónia, ( direita) a Lituânia, ( direita) Noruega, ( direita) a Polónia, (direita) República Checa, (direita) a Rússia, ( direita) Sérvia (direita) e a Ucrânia ( direita) enfim a Direita europeia impõs o que à muito andiavam, o fecho das fronteiras terrestres e, até as marítimas e aéreas em alguns deles, a estrangeiros. 

Fora da Europa, já há portas fechadas em países como o Líbano, Cazaquistão, Usbequistão e o Equador – além da proibição do tráfego aéreo com destino ou origem na Europa, já aplicada por alguns, entre os quais os Estados Unidos da América com dd novo a direita a funcionar

E assim vem de fora esta pressão que a abusadora Madeira alimentou e até “contra” o PR MRSousa, que dizia que fechar fronteiras não era uma opção viável e alegava que nunca seria possível controlar a entrada de todas as pessoas no país, a verdade é que neste ambiente de medo global o PS acabou mesmo por acatar a pressão e em acréscimo MESousa está a um passo de  declarar com a AR e o Governo o estado de emergência nacional.

De qualquer forma a pressão sobre o governo ja fizera vacilar  a 9 de março, a secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, que declarou  à TSF, que se o fecho de fronteiras fosse “absolutamente essencial”, essa poderia ser a opção tomada. 

E claro o argumento da equiparação da evolução “exponencialinha” do número de casos de infetados pelo novo coronavírus ajudou os decisores políticos à conclusão de que não havia nada a fazer…

Entretanto Portugal começou por suspender, a 10 de março, todos os voos com origem ou destino em Itália até dia 24 de março e na segunda-feira, começou-se a limitar a circulação na fronteira terrestre com Espanha, depois da reunião entre os ministros da Administração Interna português e espanhol, Eduardo Cabrita e Fernando Grande-Marlaska anunciou-se bilateralmente que também as fronteiras aéreas e marítimas entre os dois países ficam encerradas aliás como as ligações ferroviárias e as ligações fluviais entre Portugal e Espanha ficam também fechadas a partir desta segunda-feira e até as embarcações de recreio também não podem atracar nos portos de ambos os países ficando as medidas em vigor até dia 15 de abril.

Cedendo à Direita de Trump, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, mostrando a sua total falta de sentido estratégico e de liderança já propõe a restrição das entradas na União Europeia por um período de 30 dias, contando claro já com o acordo de muitos dos 27 Estados-membros, e com a possibilidade de a asneira entrar em vigor já esta terça-feira.

Como de costume nesta UE sem liderança e neste luso governo que cede todos os dias a esta descoordenada UE, ninguém dá uma palavra de esperança liderante ( mas surgem todos os dias modelos econométricos apocalípticos)  nem sequer quanto às implicações económicas da pandemia de Covid-19 e do consequente encerramento das fronteiras. 

É sabido que, Portugal recebe, por ano, 22,8 milhões de turistas com os espanhóis, a serem o “mercado principal” do turismo português pois 25,4% dos turistas em Portugal vêm de Espanha que 10,2% dos hóspedes são espanhóis, só ultrapassamos  pelos britânicos, com 19,5%, e pelos alemães, 13,5%.

E fica à vista como a aposta dos “mercados externos” incentivada pelo passospórtismo e continuada por Costa, Medina, Centeno, César e Santos Silva resulta mal se a crise vem de fora ! 

…. Talvez ir buscar Manuel Pinho, Zorrinho, e iniciar a aposta no mercado interno desta vez apostando tambem na economia solidária ( e não só na catolica opusdeista,…?) 

… Talvez ouvir mais a CGTP e o PCP  e até o BE? 

Mas na verdade e por ora, como disse o Marquês de Pombal, há que enterrar os mortos e cuidar dos vivos! 

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