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O QUE DIZEM OS “MERCADOS”

por Vítor Lima

1 – Os ditos e obscuros mercados mostram uma invulgar clareza nos resultados. As bolsas estão em queda acelerada e o “papel” vale cada vez menos. Se a coisa assim continuar haverá pânico entre os especuladores, nervosos, a observar quanto poderão perder, ainda que os ganhos tenham surgido do nada, da especulação e, portanto, sem muito suor.

2 Na guerra do petróleo defrontam-se dois titãs – Arábia Saudita e Rússia depois do primeiro tiro dado pelo primeiro; vamos a ver quem apresenta o preço mais baixo. A Rússia tem mercados garantidos na Europa e na China, mormente no âmbito do gás e a Arábia Saudita tem forte concorrência no Golfo e é muito menos poderosa no âmbito do gás.

3 – Questão lateral nessa guerra é que a baixa dos preços arruina as petrolíferas americanas que precisam para o seu gás de xisto, de preços da ordem dos $ 60 – o dobro do preço apontado pelos sauditas.

4 – Se a festa não está animada, o coronavirus ainda desanima mais, lançando a ruina e o desemprego no turismo e nas companhias aéreas – o Costa poderia aproveitar para recomprar a TAP ao gangster Neeleman por um preço de saldo; e com escolas fechadas e o pânico causado pela sucessiva leitura dos mortos proveniente de uma imprensa sensacionalista que acha importante saber-se que surgiu um suspeito de carregar com o coronavirus, no Bangla Desh, por exemplo (admitindo que os plumitivos saloios saibam onde isso fica).

5 – Já imputaram ao coronavirus mais de 3000 mortos (geralmente pessoas idosas e fragilizadas) com um alarmismo que não tem comovido ninguém no caso da Síria onde já morreram 380000 pessoas sem que os povos se imponham aos seus governos para deixarem os sírios em paz

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