Home Opinião Se Bolsonaro tirar militares, governadores ajudarão o Ceará

Se Bolsonaro tirar militares, governadores ajudarão o Ceará

por Silvio Reis

Nos dez dias de greve parcial na polícia do Ceará, 170 pessoas já foram mortas até 25.02. O senador Cid Gomes levou dois tiros. O governo federal viabilizou a GLO (Garantia da Lei e da Ordem) para reforçar a segurança no estado. Policiais das Forças Armadas e do Exército foram para o Ceará. Ainda assim, assassinatos continuaram, de forma reduzida.

Na quinta-feira, 27, Jair Bolsonaro usou a mesma estratégia de sempre. Divulgou uma mensagem nas redes sociais para testar a reação pública. O presidente sugeriu que a GLO não será renovada a partir de 28.02.

A Constituição Federal, em seu parágrafo 142, proíbe greve policial. Esta proibição está sendo descumprida. A greve continua, com militares encapuzados e sem farda. É inconstitucional. O ministro da Justiça, Sérgio Moro, ainda não se posicionou sobre a recente decisão do presidente.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), declarou à Folha de S. Paulo que quatro estados vão encaminhar militares para o Ceará. Por enquanto, os estados colaboradores são Bahia, Maranhão, Rio de Janeiro e Piauí.

Imagem destaque: Grevistas encapuzados  em Fortaleza. Foto: Jarbas Oliveira / EFE

Silvio Reis, jornalista brasileiro

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