Home Opinião CDS e PSD, Madeira, não se entendem, pelo menos nas bases da Saúde…

CDS e PSD, Madeira, não se entendem, pelo menos nas bases da Saúde…

por Antonio Sousa

O dirigente do CDS e médico ortopedista nomeado diretor clínico do Serviço Regional de Saúde da Madeira (Sesaram), Mário Pereira, alvo de contestação por um grupo de diretores de serviço, renunciou hoje ao cargo, disse fonte governamental.

“Sim, ele renunciou”, afirmou a mesma fonte, confirmando a notícia avançada pela RTP-Madeira e escusando-se a adiantar mais pormenores sobre o assunto, sendo que se espera que o CDS-PP/Madeira, partido da coligação do Governo Regional da Madeira, “deverá emitir um comunicado”, na sequência desta crise que envolveu até a Ordem dos médicos e o seu bastonário.

Mário Pereira tomou posse em 07 de fevereiro e foi contestado pelos seus pares, que mantiveram várias reuniões na sede da Ordem dos Médicos da Madeira, tendo a maioria optado por demitir-se das direções de serviço, exigindo a demissão do diretor clínico nomeado, conforme noticia por n´s já desenvolvida no ESTRATEGIZANDO .

O porta-voz deste grupo, o cardiologista António Drumond, salientou numa declaração que o diretor clínico é um “cargo técnico e os cargos técnicos são para pessoas técnicas entre os médicos e coordenadores de unidades” e este grupo dos médicos contestatários, alegadamente do PSD, em sua boa parte, consideraram estar perante uma partidarização da área clínica da saúde, lembrando que a legislação que regula o Sesaram estabelece que o diretor clínico é nomeado pelo secretário regional da Saúde, sob proposta do Conselho de Administração da instituição de entre os médicos que trabalham nesta entidade, reconhecido pelo seu mérito e experiência profissional.

Note-se que Miguel Albuquerque, declarou que “não aceitava as demissões” dos diretores de serviço enquanto que a ordem dos médicos emitiu entretanto um comunicado salientando que “um diretor clínico que não seja reconhecido interpares e não consiga estabelecer empatia com as equipas de saúde e, nomeadamente, com os médicos, está condenado ao insucesso a muito curto prazo”, forma habitual nesta ordem useira e vezeira na manutenção da instabilidade no SNS!

Também considerou que a perda de massa crítica essencial em termos de liderança “coloca o hospital Dr. Nélio Mendonça [Funchal] numa situação muito delicada e sem as condições adequadas para continuar a assegurar a formação dos médicos internos”.

Razão teve a Oposição que avisou o CDS do desastre que lhe iria acontecer…

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