Home Opinião Portugal – Corrupção, depressão ou … Uma nova Revolução?

Portugal – Corrupção, depressão ou … Uma nova Revolução?

por Rafaela Sá

Em que medida temos sido civicamente responsáveis, até aqui? Partidos como agências de emprego? Comunicação social partidária? Plutão a psicoterapia coletiva ?

Portugal atravessa um dos momentos mais difíceis da sua história que terá que resolver com urgência, sob o perigo de deflagrar crescentes tensões e consequentes convulsões sociais A REVOLUÇÃO!

O que se passa com Portugal?

Fomos o país onde mais a CE investiu “per capita” e o que menos proveito retirou. Não se atualizou, não melhorou as classes laborais, regrediu na qualidade da educação, vendeu ou privatizou as atividades primordiais e património que poderiam hoje ser um sustentáculo.

Os dinheiros foram encaminhados para auto estradas, estádios de futebol, constituição de centenas de instituições público-privadas, fundações e institutos, de duvidosa utilidade, auxílios financeiros a empresas que os reverteram em seu exclusivo benefício, pagamento a agricultores para deixarem os campos e aos pescadores para venderem as embarcações, apoios estrategicamente endereçados a elementos ou a próximos deles, nos principais partidos, elevados vencimentos nas classes superiores da administração pública, o tácito desinteresse da Justiça, frente à corrupção galopante e um desinteresse quase total das Finanças no que respeita à cobrança na riqueza, na Banca, na especulação, nos grandes negócios, desenvolvendo, em contrário, uma atenção especialmente maléfica junto dos pequenos comerciantes e população mais pobre.

A política nacional é um campo onde os mais hábeis e corajosos penetram, já que os partidos cada vez mais desacreditados, funcionam essencialmente como agências de emprego que admitem ao seu serviço os mais corruptos e medíocres, permitindo que com as alterações governativas permaneçam, transformando – se num enorme peso bruto e parasitário.

Assim, a monstruosa Função Publica, ao lado da classe dos professores, assessorados por sindicatos audaciosos, de umas Forças Armadas dispendiosas e caducas, tornaram-se não uma solução, mas um fator de peso financeiro nos problemas do país.

Assim, parece que a democracia pré-fabricada não encontra novos instrumentos.

Contudo, na génese deste beco sem aparente saída, está a ignorância de uma população deixada ao abandono.

Mal preparada nos bancos das escolas, no secundário e nas faculdades, não tem capacidade de decisão , nem vão continuar a ter com as passagens de ano ate o 9º ano sem chumbos, a não ser a que lhe é oferecida pelos órgãos de Comunicação.

Ora e aqui está o grande problema deste pequeno meu país;

A comunicação em televisão, na Rádio e no Jornal a nível nacional, são na sua totalidade, pertença de privados ligados à alta finança, à industria e comercio, à banca e com infiltrações acionistas de vários outros países.

A RTP, a estação que agora engloba a Rádio e Televisão oficiais Portuguesa, está dominada por elementos dos dois partidos principais, especialistas em silenciar posições esclarecedoras e calar o mínimo problema ou dúvida. A selecção dos gestores, dos directores e dos principais jornalistas é feita exclusivamente por via partidária.

Os jovens jornalistas, são condicionados pelos problemas já descritos e ainda pelos contratos a prazo determinantes para o posto de trabalho enquanto, o afastamento dos jornalistas seniores, a quem é mais difícil formatar, está a chegar ao fim.

Só uma comunicação não vendida e não alienante, pode ajudar a população, a fugir da banca, a exigir uma justiça mais célere e justa, umas finanças atentas e cumpridoras, enfim, a ganhar consciência e lucidez sobre o que se passa no pais.

O que a Astrologia tem a dizer sobre isto?

Confesso que estas questões suscitam respostas longas e complexas, se as analisar do ponto de vista astrológico.

Já tive oportunidade de as desenvolver e explicar com detalhe, em inúmeros artigos anteriores e em todos os anos, nos meus últimos 10 anos de previsões Astrológicas.

Hoje, apresento aqui apenas um argumento, mas suficientemente claro para se entender um pouco mais este grande processo que vivemos.

Numa palavra, chama-se… P L U T Â O.

Este planeta tão polémico e misterioso que conseguiu a proeza de ser despromovido da condição de planeta do sistema solar, pelos astrónomos, é representante universal daquilo que designamos como profundas crises.

Foi descoberto em 1930 num altura marcada pelo nascimento (e expansão) da energia nuclear, do fascismo, do crime organizado e, ainda, da psicanálise de Freud.

A aliar a estes factores maioritariamente “animadores”, juntou-se também a maior crise económica do séc. XX: a Grande Depressão.

Genericamente, o processo de Plutão está associado, pela negativa, aos processos de poder subterrâneo (vulgo, corrupção) e manipulação de grandes riquezas e, pela positiva, aos processos de morte, limpeza e renascimento.

A proposta psicológica mais elevada deste astro é a de eliminar tudo o que não interessa para o nosso crescimento, tudo o que bloqueia a verdade e que acorrenta a nossa vontade. Mesmo que seja um processo confrontativo, duro e radical, em que temos que ver os podres à nossa frente, para perceber que temos de limpá-los da nossa vida.

Globalmente o que vivemos como portugueses de 2011 a 2021 é uma proposta de cura, em relação às nossas piores atitudes e tendências negligentes, os nossos cancros, diferencias, que são espelhados depois nos sucessivos maus governos que tivemos e na manipulação financeira dos mercados – os sintomas.

Portanto, estamos a viver uma crise sim, bastante profunda, mas não é certamente a primeira nem a última do país, ainda que possa ser a mais importante dos últimos anos.

É uma crise plutónica moderna que advém da nossa psicose coletiva de desresponsabilização cívica, social e política durante os últimos anos, acentuada pela nossa participação em sistemas monetários e financeiros pouco transparentes e desequilibrados, que importa reformar, transformar ou mesmo liquidar.

No mapa da Fundação de Portugal (Batalha de S. Mamede – 24 Junho 1128 – “a 1ª tarde de Portugal”), o mais representativo da nação² este astro encontra-se localizado no signo de Touro, na Casa 8, o que simboliza a tendência do país para depender dos recursos alheios e, com isso, a sujeitar-se a crises económicas crónicas.

Desde que Plutão foi identificado em 1930, apenas realizou um trânsito verdadeiramente significativo no mapa de Portugal.

E quando foi?

Em 1974-1975, quando cruzou o Ascendente Balança e, em simultâneo, a grande conjunção Saturno-Neptuno, representante do destino sagrado e crítico da nação.

Morreu um velho estado conservador e a guerra colonial; nacionalizaram-se bancos e empresas; nasceu a liberdade de expressão. Todas as estruturas e ideais de identidade do país foram transformados nesta altura, um período conturbado e com grandes custos, embora positivo no seu todo.

E atualmente, o que se passa?

Vivemos o segundo grande trânsito de Plutão, desde que foi descoberto, afetando agora mais diretamente as bases populares.

Os astros representantes dos líderes de Estado, envolvendo assim todo o país num processo de purga e catarse.

Energicamente, é uma fase de um potencial transformativo semelhante ao do 25 de Abril.

Na prática, é uma fase de psicoterapia coletiva, que pede um grande mergulho de auto-consciência para que a população (casa 4) acorde e comece a assumir mais o seu poder, opondo-se a certos estilos de governação imaturos (Sol em Caranguejo).

Basicamente, trata-se de arrumar a casa, perceber os recursos com que contamos do passado histórico, requalificar o nosso território, percebendo também a relação que temos com as casas, propriedades imobiliárias e agricultura.

Do ponto de vista espiritual é, sem dúvida, uma grande oportunidade de confrontação com a sombra (em que medida temos sido corajosos e civicamente responsáveis, até aqui?) e crescer.

E que é possível acontecer mais, em concreto?

Sinceramente, depende.

Da nossa força de vontade para definitivamente acordar para a possibilidade de participarmos conscientemente nas decisões políticas e ativar o melhor de Plutão no Fundo-do-Céu em Capricórnio: fazer renascer o país na busca da sua auto-superação e excelência individual, ao serviço da sociedade !

Ou vamos ter obrigatoriamente mudanças pela dor!

A astrologia é uma ferramenta, não um fim em si!

Tenho o anseio de que a astrologia volta a ser ensinada nas escolas públicas.

Seria uma forma das pessoas desde muito cedo poder ter acesso ao seu bilhete de identidade celestial, entre outros fatores.

Convicta que o estudo completo de um mapa astral natal pode mesmo ajudar…a auto compreensão… a aceder a auto aceitação… a limpar… a evoluir… ter um maior entendimento da sua natureza humana, iria inevitavelmente aumentar a sua disponibilidade, para ajudar a construir uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária, de um respeito consciente por todas as formas de vida!

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Sou a Rafaela

Cosmo analista, astro terapeuta, astro coach, formadora, empreendedora, palestrante e autora

Rafaelaastrologia@gmail.com

Site Oficial: rafaelaastrologia.wixsite.com/rafaela-mais

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