Home Opinião Reunião do Conselho de Segurança para debater o conflito israelo palestiniano

Reunião do Conselho de Segurança para debater o conflito israelo palestiniano

por Joffre Justino

A sessão foi aberta pelo secretário-geral António Guterres, que reafirmou o  compromisso da ONU em apoiar ambas as partes para uma solução em dois Estados, um israelita e um palestiniano a viverem lado a lado em paz e segurança.

O encontro, de alto nível, e com a presença do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, está a debater a recente proposta dos Estados Unidos para a região.

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Entretanto Guterres já afirmou que estava preocupado com o aumento das tensões e da instabilidade no mundo e no Médio Oriente.

Para Guterres as tensões e os riscos no Golfo estão a níveis perturbadores e ele citou o as escaladas da violência nos conflitos na Líbia, no Iêmen e na Síria e daí a urgência de uma solução política para o conflito israelo palestiniano uma das chaves para a paz sustentável no Oriente Médio.

Para o secretário-geral mantém-se o compromisso pessoal dele e o da ONU com o apoio às partes em questão e aos esforços para se chegar a uma solução de dois Estados: um palestiniano e outro israelita vivendo lado a lado em paz e segurança, e de acordo com a linhas anteriores a 1967.

Guterres defende a resolução do conflito com base nas resoluções da ONU, no direito internacional e em acordos bilaterais que preconizam a realização dos dois Estados num momento que tem de ser de diálogo, de reconciliação e de razão. 

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O coordenador especial da ONU para  o Médio Oriente Nickolay Mladenov, relatou algumas reações no terreno ao plano apresentado pelos Estados Unidos e o certo é que quando a proposta foi divulgada, começaram a surgir incidentes de violência nos Territórios Palestinos e em Israel e que algumas lideranças israelitas teriam ameaçado com anexações no Vale do Jordão e outras áreas.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, reafirmou sua oposição à proposta dos Estados Unidos para o plano de paz.

Abbas falando em nome de todos os palestinianos e de vários órgãos internacionais, representantes da Europa e de países islâmicos acredita que o plano “legitima anexações ilegais de terras palestinas” e que representa uma iniciativa israelita e americana, que já foi rejeitada.

O presidente da Autoridade Palestina contou que a aplicação do plano será confrontada no terreno pelo que a proposta não pode ser aceita por se tratar de uma “anexação por força militar” e fortalecimento do que chamou de um “regime apartheid”, que gratifica a ocupação das terras palestinas.

Abbas agradeceu a membros do Conselho de Segurança, parlamentos ao redor do mundo, e até mesmo israelitas que rejeitaram o plano, além de outras organizações para que o consenso internacional prevaleça. 

Entretanto, o embaixador de Israel junto às Nações Unidas, Danny Danon, afirmou que o presidente da Autoridade Nacional Palestina não tinha uma postura de paz porque se tivesse, ele não teria viajado para Nova Iorque, mas teria sim ido a Jerusalém discutir o processo com autoridades israelitas.

Danon reafirmou que seu país está disposto a negociar a paz com os palestinianos a qualquer momento, mas Abbas é que não deseja esta negociação o que releva uma obvia impossibilidade de acordo com Trump!

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