Home Opinião O Fim da União Europeia… Outra “coisa” virá?

O Fim da União Europeia… Outra “coisa” virá?

por Joffre Justino

Detestamos fantasias e fake news e lembramo-nos bem como toda a Direita europeia preferiu apostar, ou no nada dizer ou em apoiar explicitamente os Conservadores no mínimo atacando como puderam o líder trabalhista Corbyn (por cá todos os media oficiais, públicos e privados, aplaudiram a vitoria de Boris Johnson,…), aceitando assim o Brexit.

E vale a pena citar aqui o eurodeputado do PSD, Rangel, que andou pelas Venezuelas a atacar Maduro mas não foi ao Reino Unido defender a sua dama “europeia”, “Mas Boris Johnson teve uma vitória clara e acho que vai ser um primeiro-ministro com sucesso. Eu fui muito crítico dele, mas nunca o desvalorizei nem nunca o confundi com o Trump, porque acho que se ele conseguisse aquilo que queria conseguir, tendo depois uma maioria estável para governar, nos ia aparecer com outra faceta e com outra dinâmica.

O que é que acontece? A UE é que lhe deu o trunfo ao dar-lhe um segundo acordo, que em rigor é quase parecido com o primeiro, mas com o abandono da Irlanda do Norte. Basicamente, o que o Boris Johnson disse foi: tomem lá a Irlanda do Norte porque nós não precisamos dela, porque mais dia, menos dia, ela vai sair do Reino Unido para uma futura reunificação e, portanto, vamos antecipar isso e resolver o problema.”

E pronto, em troca da Irlanda do Norte ( e há-de acontecer também da Escócia e se calhar do País de Gales a mais longo prazo) a Direita germano francesa até bateu palmas a Boris por ter derrotado Corbyn, o “semi europeu “ trabalhista, por ser imagine-se, muito esquerdista.

Não podem os ditos “europeístas” fazer de conta que estão tristes   por mais que o tentem mostrar, pois até nas Esquerdas europeístas o apoio a Corbyn foi quase igual a Zero, sendo portanto também responsáveis reais pelo Brexit que sejamos transparentes em muito satisfaz aos interesses germano franceses…e recordemos Churchill que britânico aceitou integrar nos vencedores da II Guerra a França de De Gaulle, fazendo esquecer a França colaboracionista com os nazis de Pétain.

E assim com lágrimas estritas dos trabalhistas e liberais britânicos o Parlamento Europeu aprovou esta quarta-feira, 29 de janeiro, o acordo para uma saída ordenada do Reino Unido da União Europeia com 621 votos a favor, 49 contra e 13 abstenções. O país vai sair da UE à meia-noite de amanhã, sexta-feira, 31 de janeiro, em Bruxelas, o que corresponde às 23:00 em Londres e Lisboa, depois de concluido o processo de ratificação no Parlamento britânico, com a nova maioria pró-Brexit dos conservadores de Boris Johnson, e à assinatura por parte dos presidentes do Conselho Europeu, o belga Charles Michel, e da Comissão Europeia, a alemã Ursula von der Leyen.


“Reconhecendo a importância histórica desta votação, vários eurodeputados salientaram que a saída do Reino Unido “não é o fim do caminho” para as relações entre a UE e este país”, lê-se num comunicado do Parlamento Europeu, mostrando tal frase o até alívio que se sente no clã germano-francês por não ter de conviver com os britânicos, de certa forma por lhes lembrar com quem eles andaram ao tempo da II guerra mundial, fazendo com que a citação que Von der Leyen, que já so trata os britânicos de “amigos”, fez da poetisa britânica George Eliot para dizer aos britânicos que a Europa “ama-os e que não está longe”… “Apenas na agonia da despedida é que se olha para as profundezas do amor” [tradução livre de “only in the agony ofparting do we look into the depths of love”]”, saber a fel e não a mel… 

E por isso afirmamos no título que se esta UE que conhecemos termina amanhã 31 de janeiro, também reconhecemos que outro quadro geo político está para renascer, já que tanto alemães quanto franceses não desistirão de querer dominar a sua parcela da Europa do Atlântico às fronteiras com a Rússia, (com o mínimo de exceções possíveis…) e nesse quadro Portugal manterá o seu papel – menor – mas com uma ligeira maior influencia.

Preferíamos a CPLP em lógica Confederal, ou até uma Confederação Ibero Latino Americana cá estaremos para ver como evoluirá o cenários da UE, mas já definitivamente germano-francesa…

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