Home Opinião Ataques armados causam 350 mortes em 2 anos em Moçambique

Ataques armados causam 350 mortes em 2 anos em Moçambique

por Joffre Justino

O novo ministro da Defesa Nacional moçambicano, Jaime Neto, pediu hoje aos moçambicanos “confiança” na capacidade das forças de defesa e segurança no combate aos ataques armados nas regiões Centro e Norte de Moçambique.

“Para mim, devem confiar nas forças de defesa e segurança, estão a trabalhar a todo o gás, para restabelecer a tranquilidade nessas duas regiões”, declarou Jaime Neto.

O dirigente falava à margem da visita que realizou hoje ao quartel-general das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), em Maputo, a primeira desde que tomou posse no cargo de ministro da Defesa Nacional, no sábado.

“Com o andar do tempo, [os moçambicanos] vão sabendo do trabalho e das operações que estão sendo feitas [no Centro e Norte], mas, pelo que nos foi dito, estamos satisfeitos”, frisou Jaime Neto, escusando-se a entrar em pormenores sobre as ações em curso e os resultados.

No discurso que leu na presença de oficiais e de unidades representativas dos vários ramos das FADM, Jaime Neto defendeu “soluções urgentes e sustentáveis” para a instabilidade militar que se vive naquelas duas regiões do país.

“Conto, ainda, com a vossa perspicácia e capacidade de liderança das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, para trazer subsídios que fortaleçam a nossa missão de servir a pátria, defendendo-a de todo o tipo de agressão e de ações lesivas ao Estado, que construímos com muito sacrifício”, declarou.

Ataques armados cuja autoria suscita dúvidas, no norte de Moçambique, na província de Cabo Delgado, já provocaram cerca de 350 mortos nos últimos dois anos, em redor dos megaprojetos de exploração de gás natural.

No centro do país, guerrilheiros dissidentes da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) contestam o acordo de paz celebrado entre o principal partido da oposição e o Governo, em agosto passado, e desde então já mataram 21 pessoas em ataques contra aldeias e viaturas nas principais estradas da região.

PMA (LFO) // LFS

Lusa/Fim

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