Home Opinião O Reino Unido abriu a guerra com a UE

O Reino Unido abriu a guerra com a UE

por Joffre Justino

O Brexit continua a arreganhar o dente com desta feita o Reino Unido a anunciar que contra franceses, espanhóis portugueses e holandeses será o “parceiro de investimento favorito” dos países africanos.

Esta será  a mensagem que Boris Johnson irá transmitir a 16 líderes numa cimeira na segunda-feira em Londres, incluindo o Presidente moçambicano claro! ( ah sim MRSousa mesmo o PR do irmão Moçambique!)

No discurso de abertura, de hoje Boris Johnson vai promover o Reino Unido e o seu conhecimento e experiência em tecnologia limpas, infraestruturas e serviços financeiros para apoiar o continente a crescer economicamente de forma sustentável em termos ambientais.

Assim, vai anunciar o fim do apoio do Reino Unido à exploração de carvão térmico ou de centrais de energia a carvão em países em desenvolvimento, e defenderá a transição para energias renováveis.

Nesta primeira edição da Cimeira de Investimento Reino Unido-África vão estar representados 21 dos 54 países africanos, incluindo os presidentes da Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Egito, Gana, Guiné, Marrocos, Nigéria, Quénia, Maláui, Mauritânia, Ilhas Maurícias, Ruanda, Senegal, Serra Leoa e Uganda.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, vai intervir no painel “Oportunidades de Crescimento em África” e presidir a uma mesa-redonda sobre Moçambique, além de ter previstos encontros bilaterais à margem da cimeira, tal  como com o príncipe Harry, a secretária de Estado das Forças Armadas, Anne-Marie Trevelyan, o ministro para o Desenvolvimento Internacional, Alok Sharma, e o primeiro-ministro das Ilhas Maurícias, Pravind Kumar Jugnauth.

Já o Presidente da República de Angola, João Lourenço, cancelou a participação, tendo enviado em representação o ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior já que na verdade está servido pelo apoio chinês 

Na cimeira vão também participar dirigentes de empresas como Standard Bank, Vodafone, BP, G4S ou Associated British Foods, além de outros membros do Governo britânico, como a ministra do Comércio, Elizabeth Truss, e a ministra da Economia, Andrea Leadsom.

Abrindo a guerra comercial o Governo britânico quer fazer do Reino Unido o maior investidor estrangeiro em África até 2022 entre os membros do G7, que inclui também Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos da América.

Mais de 2.000 empresas britânicas operam atualmente em África, cujo investimento é estimado em 36 mil milhões de libras (42 mil milhões de euros).

Esta nova tendencia implicará o inverter a tendência de recuo do investimento direto no continente, que caiu 23% entre 2013 e 2017, colocando o Reino Unido abaixo dos EUA, além da China e da União Europeia a 27.

0 comentário
0

RECOMENDAMOS

Comente

* Ao utilizar este formulário, você concorda com o armazenamento e gestão de seus dados por este site.