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O Banco Mundial e a UE

por Antonio Sousa


O Banco Mundial não acredita na UE mas dá-lhe o benefício da duvida e reviu esta quarta-feira em baixa a projeção do crescimento da economia da zona euro para 1,0% em 2020, abaixo dos 1,4% previstos em junho e dos 1,1% estimados para 2019 mas ainda  com crescimento positivo

“É esperado que o crescimento abrande para 1% em 2020, 0,4 pontos percentuais abaixo das projeções anteriores, devido a dados recebidos piores do que o esperado, especialmente a produção industrial”, pode ler-se na secção do relatório “Previsões Económicas Globais” divulgado esta quarta-feira, dedicado à zona euro resultante de uma muito frágil presença no mercado global dado o temor reverencial ao poder americano pobres do DeGaulle e do Churchill) 

De acordo com o relatório, o Banco Mundial reviu também em baixa as estimativas de crescimento para 2019 em 0,1 pontos percentuais, para 1,1%.

Já para 2021, a previsão de 1,3% manteve-se face a junho, sendo igual ao valor previsto para o crescimento de 2022, valores abaixo do crescimento registado em 2017 (2,5%) e 2018 (1,9%). 

O Banco Mundial prevê que o crescimento “recupere modestamente para uma média de 1,3% em 2021-22, assumindo que o apoio às políticas ganha tração, que o processo do Brexit [saída do Reino Unido da União Europeia] se desenvolve com mínima disrupção, e que não há uma maior escalada nas restrições ao comércio”.

A entidade sediada em Washington assinala também que “o BCE [Banco Central Europeu] deu estímulo monetário levando a sua política de taxas de juro para terreno ainda mais negativo, recomeçando o programa de compra de ativos e providenciando crédito barato aos bancos”.

Do lado dos riscos, é assinalado que as “vulnerabilidades no setor bancário podem levar a um maior abrandamento, dado que os bancos são a principal fonte de crédito da região e – apesar de algumas melhorias recentes – continuam a sofrer de baixa rendibilidade e de níveis elevados de crédito malparado”.

“As taxas de juro negativas na região podem também comprometer ainda mais a lucratividade dos bancos e erodir a estabilidade financeira, possivelmente impactando os custos de financiamento dos soberanos”, assinala a instituição.

O Banco Mundial denota ainda que “uma inesperada falência de um banco – gerada, por exemplo, pela exposição ao setor industrial alemão, em dificuldades, ou movimentos agudos no preço dos ativos depois do Brexit – podem acionar um stress financeiro mais alargado e uma perda de confiança associada”.

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