Home Medio Oriente EUA / Irão / Iraque, há alguma razão nos seus posicionamentos?

EUA / Irão / Iraque, há alguma razão nos seus posicionamentos?

por Joffre Justino

Num clandestino ataque com drone na zona do Aeroporto Internacional de Bagdad, no Iraque, Os EUA literalmente assassinaram o numero 2, o líder militar mais importante do Irão, o general Qassim Suleimani.

Nem vamos desenvolver a tese da razão da presença de Suleimani em Bagdad ser o abrir o diálogo ente Arábia Saudita, Iraque e Irão e que tal foi a razão do seu assassinato … mas a tensão gerada mundo fora ao ponto de se falar no risco de uma Terceira Guerra Mundial, impõe que se olhe para o acontecido com especial atenção, aliás nasceu logo um novo simulacro da Guerra Fria, com o bolsonarista Brasil e alguns natistas mais natistas que a NATO, (vidédiscurso de MRSousa, verdadeiramente guerreiristaa saírem em defesa dos Estados Unidos, mas felizmente com a Rússia e China declararam apoio equilibrante ao Irão e com a União Europeia e a Turquia a apelarem aso bom senso e a fazerem recuar as promessas de vingança  de Trump.

Hoje a tensão recuou um pouco, depois da “vingança” iraniana, (atacou duas bases dos EUA, sem resposta deste) e ficando o Irão de mãos livres para a produção de armas nucleares, (o que significa que ganhou margem negocial para o futuro) e ficando no ar se nas típicas lutas pelo poder em regimes totalitários ou semi-totalitários a morte de Suleimani não é útil aos dominantes do regime teocrático…até porque a argumentação mais recente por exemplo de Amirali Hajizadeh, chefe da Força Aérea iraianafoi que a “vingança apropriada” pelo assassinato do general Qassam Soleimani seria expulsar as forças norte-americanas do Oriente Médio, segundo a TV estatal, tendo Hajizadehacrescentado que o Irão tem centenas de mísseis preparados para um ataque e que, quando Teerãrealizou os disparos na quarta-feira, 8, utilizou “ataques cibernéticos para desativar os sistemas de navegação de aviões e drones(norte-americanos)” mas sem interesse em matar militares americanos, sendo certo que os filmes visionados mostram realmente uma bases bem danificadas . 

É certo que o discursoficial Iraniano Suleimanimorreu como “mártir” e a ação norte-americana norte-americana foi “uma aventura criminosa”, mas a resposta (até hoje) é de um perfil bem baixo para o discurso tão violento dos líderesreligiosos

Para alguns analistas o assassinado “General era burro e superestimado” e “Trump ordenou o assassinato do homem que era possivelmente o mais burro do Irã e o estrategista mais superestimado do Oriente Médio”, como escreveu Thomas L. Friedman para o The New York Times. 

Recordando que “Em 2015, os EUA e as principais potências europeias concordaram em suspender praticamente todas as suas sanções em troca de o Irão interromper seu programa de armas nucleares por meros 15 anos.”, naverdade Suleimani esticou a corda procurando criar um projeto imperial agressivo que colocaria o Irão e seus representantes no centro do poder controlador de Beirute, Damasco, Bagdad e Saná. 

Esse contexto de crescimento de uma potencia regional na região em causa forte de recursos petrolíferos assustou as petrolíferas que dominam quer os EUA de Trump quer os seus aliados trumpistas sobretudo no mundo árabe sunita e em Israel, (podendo dizer-se que houve uma armadilha onde Suleimani terá caído…) e que pressionaram o governo Trump para uma resposta dura ao nível do ter-se transformado Jerusalém em capital de Israel, já que eera cada vez mais visível que a, ” Pressão econômica era insuficiente para barrar o Irão … Os americanos concluíram que terão que aumentar a força e que, no Oriente Médio, para ser levado a sério, você deve usar violência”, afirmou Faris Modad, diretor para o Oriente Médio da consultoria IHS Markit

Na verdade, esta visão militarista conciliava bem com o interesse de Trump ser  reeleito, pois para o seu eleitorado pouco interessado em geopolíticas e sobretudo com um a cultura muito imperial todos os factos novos são uteis para a sua campanha perante o processo de impeachment de que é alvo quem o tem desgastado 

Há quem recorde que “Os Estados Unidos estão a receber os frutos dos erros cometidos ao longo de décadas na política externa, com apoios a tiranos e com intervenções militares desastradas”, como acentuou Diogo Schelpanalista da UOL que recorda ainda que  “Do outro lado está uma ditadura teocrática que persegue gays, oprime mulheres e promove o terrorismo internacional”. Assim, se houver guerra, só podem ser apoiados os povos iranianos e não os seus lideres o do do Iraque 

Leonardo Sakamoto recorda que “Tanto os Estados Unidos quanto o Irão deveriam deixar o Iraque”, já que na verdade. “Ambos os governos defendem, hipocritamente, a ocupação do país com suas forças militares sob a justificativa do risco representado pelo grupo terrorista Estado Islâmico/ISIS e para ajudar na reconstrução do país.”o que não se tem visto…

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