Home Estados Unidos da América Marcelo Rebelo de Sousa erra em toda a linha, nesta guerra Irão / EUA à volta do assassinato do general Qasem Soleimani!

Marcelo Rebelo de Sousa erra em toda a linha, nesta guerra Irão / EUA à volta do assassinato do general Qasem Soleimani!

por Joffre Justino

Com um ambiente de elevada tensão entre todos os parceiros do mundo, que convivem nesta globalização com o Reino Unido a condenar os ataques “às bases militares iraquianas que albergam as forças da coligação, incluindo as britânicas”, como afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Dominic Raab. “Instamos o Irão a evitar repetir ataques imprudentes e perigosos como este e, em vez disso, procurar, com urgência, inverter esta escalada de violência”, e com o governo alemão a  condenar    “veementemente esta agressão”, segundo oministro da Defesa Annegret Kramp-Karrenbauerà estação de televisão ARD, onde pediu contenção aos iranianos no conflito com os EUA, surge-nos o “guerreiro” MRSousa a apostar no “cavalo americano trumpista” e quase que assume ter de Portugal ir para a guerra juntoscom a referida “coligação” tal qual sucedeu com o escândalo Bush/DBarroso/Blair também num  Iraque cheio de inexistentes bombas.

Na verdade, o PR veio, perante chefes de missão, embaixadores e cônsules-gerais de Portugaldefender, um reforço da aliança transatlântica e afirmou que “aliados são aliados, mesmo se por vezes volúveis ou preferindo agir sozinhos e sem pré-aviso em áreas partilhadas”, o que nos coloca como parte de um cenário de guerra fortemente contestado nos próprios EUA e até com os alemães a pedirem contenção.

“Sabemos que aliados são aliados, mesmo se por vezes volúveis ou preferindo agir sozinhos e sem pré-aviso em áreas partilhadas”, disse  Marcelo Rebelo de Sousa. 

“A realidade é hoje, num breve apontamento sobre a hora que vivemos, sentirmos que cada vez mais difícil é explicarmos aos nossos irmãos, aos nossos aliados ou aos nossos parceiros que não há gesto singular, brilhante ou justo que pareça ser, ou insubstituível que seja para a afirmação conjuntural dentro de portas, se não for sustentado no horizonte a prazo, que valha mais do que anos e anos a preencher lacunas, a estabelecer partilhas, a recriar estruturas indispensáveis, a consolidar alianças, a tentar pacificar sociedades e regimes”, numa daquelas ditirâmbicas frases que nada dizem….

“Ninguém vive bem longe da realidade. E a realidade é hoje crescentemente multipolar, ainda que com traços de monopolarismoremanescente ou esbatido, e novo bipolarismoainda muitíssimo incipiente. A realidade é hoje antigas potências globais passarem a fortes potências regionais, novas potências globais emergirem e potências regionais consolidadas constituírem fatores de perturbação e complexificação os mais imprevistos”, numa pseudo lição de estratégia…

Só que entretanto, surgem noticias que colocam o general iraniano  Soleimani numa posição de mediador para a Paz com a Arábia Saudita, aquando da sua presença no aeroporto de Bagdad, o que a ser verdade é um escândalo monumental e a ser mentira é, diga-se, uma fakenew inqualificável!

Mas, segundo o https://urbsmagna.com/ o primeiro-ministro iraquiano em exercício, Adil Abdul-Mahdi, no domingo, 5 no Parlamento, quando efendeu cuma recomendação para queas tropas dos EUA fossem removidas do seu país, e num discurso amplamente citado pela media americana e internacional parte das suas declarações, as mais explosivas foram omitidas, pois Abdul-Mahdi revelou que Soleimani havia viajado para Bagdad para entregar uma mensagem do Irão à Arábia Saudita sobre uma proposta para diminuir as tensões na região.

Assim, Soleimani deveria encontrar-se com o primeiro-ministro iraquiano na mesma manhã em que foi assassinado, e – o mais importante -, dias antes Trump teria pedido ao primeiro-ministro iraquiano para “desempenhar o papel demediador” entre os EUA e o Irão, noticia que não tem sido divulgada e os  a têm mencionaram de passagem não explicam todas as suas implicações, já que a ser verdade tal informação a mesma destrói as alegações da Casa Branca de que teria assumido somente uma “ação defensiva decisiva” para impedir um ataque orquestrado por Soleimani. 

Note-se que o primeiro-ministro Abdul-Mahdi tem sido considerado como um aliado próximo de Washington que denunciou até as manifestações de protesto, e exigiu que elas terminassem ameaçando renunciar para convencer as milícias da PMU a recuar, mas, perante o assassinato o primeiro-ministro iraquiano considerou o ataque aéreo contra seu convidado um “assassinatopolítico” que o Iraque não pode aceitar por ser uma violação extrema da soberania nacional e numa declaração oficial, ele explicou que “os dois mártires eram enormes símbolos da vitória” sobre o ISIS – um sentimento compartilhado por uma ampla gama de políticos e figuras religiosas iraquianas, incluindo muitos dos que têm colaborado com as forças de ocupação dos EUA.

Aliás fonte anônima do Pentágono disse ao New York Times que o assassinato não estava previsto, e que esta decisão deixou os militares “atordoados”. 

Se isso é verdade – ou um pedaço de informação incorreta vazada de elementos dentro do Pentágono que agora tentam recuar da guerra total – é uma incógnita.

Assim, a história oficial do assassinato de Soleimani está a mostrar-se bem afins às “armas de destruição em massa” em 2003 e às manufaturas que levaram ao ataque à Líbia em 2011.

Entretanto o presidente dos EUA, Donald Trump, fez nesta quarta-feira, 8, declarações sobre o ataque esta madrugada a 2 bases americanas feito pelo Irão, onde reafirmou que não houve danos especiais nas bases e sem vítimas, tendo anunciou novas sanções econômicas contra o Irão, “Os Estados Unidos vão imediatamente impor novas sanções econômicas ao Irã. Essas sanções continuarão até que o regime do Irãomude sua posição”, disse Trump sem  especificar que  medidas são.

Disse Trump que, “O Irão parece estar a recuar, o que é bom para todo o mundo”, e acrescentou mais uma vez, “Enquanto eu for Presidente dos Estados Unidos, o Irão nunca terá armas nucleares…A vossa campanha de terror não vai mais ser tolerada”, mas  abrindo uma porta para um novo acordo com o Irão sobre o seu programa nuclear.

Já a televisão estatal iraniana noticiou que 80 “terroristas americanos” foram mortos no ataqueàs duas referidas bases militares e que o Irão tem na mira outros 100 alvos caso os Estados Unidos decidam avançar com medidas de retaliação. 

A autoridade federal norte-americana para a aviação (FAA) proibiu aviões e pilotos comerciais norte-americanos de voarem sobre áreas do Iraque, Irão, do Golfo Pérsico e do Golfo de Omã.

The New York Times refere que militares iraquianos indicam que o Irão disparou 22 mísseis no ataque às duas bases militares, onde estão posicionadas tropas norte-americanas. De acordo com o jornal, Donald Trump reuniu-se na Casa Branca com os seus principais conselheiros de segurança nacional para discutir possíveis opções de retaliação aos ataques do Irão. Na reunião terão estado o secretário de Defesa Mar T. Esper e o general Mark A. Milley, chefe do estado-maior general das forças armadas norte-americanas

Donald J. Trump

@realDonaldTrump

All is well! Missiles launched from Iran at two military bases located in Iraq. Assessment of casualties & damages taking place now. So far, so good! We have the most powerful and well equipped military anywhere in the world, by far! I will be making a statement tomorrow morning 

671K

2:45 AM – Jan 8, 2020

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Pela aplicação de conversação Telegram ou através da agência iraniana Tasmin, a Guarda Revolucionária Iraniana disse que “A vingança feroz da Guarda Revolucionária começou”, afirmou esta força em comunicado através da aplicação Telegram.

A agência de notícias do Irão Fars News publicou vídeos no Twitter do que foi, aparentemente, o lançamento de mísseis contra as bases norte-americanas.

خبرگزاری فارس

@FarsNews_Agency

Replying to @FarsNews_Agency

«انتقام سخت» آغاز شد/ حملات سنگین موشکی سپاه به پایگاه آمریکایی عین‌الاسد

1,393

11:36 PM – Jan 7, 2020

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A estação iraniana Press TV descreveu esta ação, com mísseis terra-terra, como uma operação de vingança na sequência da morte do general iraniano Qassem Soleimani e principalnegociador da questão nuclear pelo Irão colocou no Twiiter uma bandeira do Irão, no que parece ser uma resposta a Trump que publicou a bandeira dos EUA após o assassinato de Soleimani,

Saeed Jalili@DrSaeedJalili

36.1K

11:53 PM – Jan 7, 2020

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Apesar do ataque e das últimas ameaças, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Mohammad Javad Zarif, veio já afirmar que Teerão “não pretende um agravamento da guerra, mas que se vai defender de qualquer agressão”,  e através da rede social Twitter, o ministro classificou o ataque com mísseis balísticos a bases iraquianas com militares norte-americanos como “medidas proporcionais de autodefesa”.

Javad Zarif

@JZarif

Iran took & concluded proportionate measures in self-defense under Article 51 of UN Charter targeting base from which cowardly armed attack against our citizens & senior officials were launched. We do not seek escalation or war, but will defend ourselves against any aggression.

50.8K

2:32 AM – Jan 8, 2020

“Estamos cientes dos relatos de ataques às instalações dos EUA no Iraque. O presidente foi informado e está a monitorizar a situação de perto com a sua equipa de segurança nacional”, disse a porta-voz da Casa Branca Stephanie Grisham.

Stephanie Grisham

@PressSec

We are aware of the reports of attacks on US facilities in Iraq. The President has been briefed and is monitoring the situation closely and consulting with his national security team.

34.4K

11:49 PM – Jan 7, 2020

Pondo em causa o guerreirismo de MR Sousa e segundo a CNN, a Presidente da Câmara dos Representantes, a Democrata Nancy Pelosi, também foi informada dos ataques pelo vice-presidente Mike Pence. Pelosi recorreu ao Twitterpara adiantar que está a seguir a situação e diz que a América não pode entrar em guerra.

Nancy Pelosi

@SpeakerPelosi

Closely monitoring the situation following bombings targeting U.S. troops in Iraq. We must ensure the safety of our servicemembers, including ending needless provocations from the Administration and demanding that Iran cease its violence. America & world cannot afford war.

89.5K 12:31 AM – Jan 8, 2020

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