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Necessidades de Financiamento de Portugal

por LUSA Estrategizando

As necessidades de financiamento líquidas de Portugal para este ano deverão situar-se em cerca de 9,5 mil milhões de euros, indicou hoje o IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública valor superior ao de 2019, que foi estimado pela agência em 8,6 mil milhões de euros.

Segundo o IGCP, Portugal vai avançar com a primeira emissão de dívida de 2020, em Bilhetes do Tesouro (BT), em 15 de janeiro, com um montante indicativo entre os 1.500 e os 1.750 milhões de euros.

O organismo apresentou hoje a sua proposta para o financiamento de Portugal, já aprovada pela tutela, para este ano, sendo que, no primeiro trimestre, prevê mais duas datas para leilões de BT, além do de dia 15, em 19 de fevereiro (1.000 a 1.250 milhões de euros) e em 18 de março (1.250 a 1.500 milhões de euros).

“Em 2020, espera-se que o financiamento líquido resultante da emissão de BT resultará num impacto positivo de 1,3 mil milhões de euros. Será mantida a estratégia de emissão ao longo de toda a curva, combinando prazos curtos com prazos longos”, adiantou o IGCP.

O organismo irá manter “a realização de leilões mensais de BT na 3.ª quarta-feira de cada mês e, se a procura de investidores o justificar, pode usar também a 1.ª quarta-feira”, lê-se na mesma nota.

De acordo com o IGCP, será ainda obtido um montante de 16,7 mil milhões de euros “via emissão bruta de OT [Obrigações do Tesouro], combinando sindicatos e leilões, assegurando emissões mensais”.

O organismo detalhou ainda que estes leilões “terão a participação dos Operadores Especializados de Valores do Tesouro (OEVT) e Operadores de Mercado Primário (OMP) e serão realizados à 2.ª e 4.ª quartas-feiras de cada mês.

O montante indicativo e as linhas de OT a reabrir serão anunciados ao mercado até três dias úteis antes do leilão”, informou a agência.

A estratégia de financiamento deste ano, ressalvou a entidade, irá centrar-se “na emissão de títulos de dívida pública nos mercados financeiros” em euros, incluindo a “realização regular de emissões de OT, para promover a liquidez e um funcionamento eficiente dos mercados primário e secundário”, sendo que o IGCP promete explorar “oportunidades para realizar operações de troca e recompras de títulos”.

De acordo com a entidade, “a gestão do risco de refinanciamento implicará que as operações de financiamento a realizar evitarão a criação de excessivas concentrações temporais de amortizações, assim como a possibilidade de realização de operações de recompra de dívida, oportunamente anunciadas ao mercado”.

O IGCP garantiu também que “manterá flexibilidade para introduzir na execução deste programa os ajustamentos que se venham a revelar necessários face à evolução dos mercados e das necessidades de financiamento ao longo do ano”.

ALYN (ECR) // CSJ

Lusa

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